Comportamento Sedentário, Atividade Física e Estado Nutricional de Idosos

Por: Bruno de Freitas Camilo.

2017 02/02/2017

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Resumo

A partir da transição epidemiológica ocorrida nas últimas décadas, observa-se uma mudança na pirâmide etária, com o aumento da população de idosos. Além disso, nota-se uma alteração no estilo de vida dos indivíduos em relação aos hábitos alimentares, redução da prática de atividades físicas e aumento do tempo em comportamento sedentário. Assim, surge a necessidade de compreender a relação entre essas variáveis e seus efeitos deletérios à saúde dos indivíduos. Portanto, o objetivo deste estudo foi analisar a associação de comportamento sedentário e nível de atividade física de forma combinada e independente com estado nutricional em idosos. No primeiro artigo, realizou-se uma revisão sistemática nas bases de dados BVS, PubMed e Web of Science para analisar estudos observacionais que avaliaram a associação entre tempo de exposição ao comportamento sedentário e estado nutricional (excesso de peso/desnutrição) em indivíduos com idade ≥60 anos. Oito artigos foram incluídos na revisão sistemática com metanálise que demonstrou que maior tempo exposto ao comportamento sedentário não aumentou as chances de sobrepeso e/ou obesidade em idosos. No segundo artigo, investigou-se a associação entre comportamento sedentário e nível de atividade física de forma combinada e independente com sobrepeso e obesidade em idosos que residem em uma região do nordeste do Brasil. Este estudo transversal, que é parte integrante do Estudo Longitudinal de Saúde do Idoso de Alcobaça – ELSIA, foi realizado em 452 indivíduos com idade ≥60 anos. Foi aplicado um questionário estruturado contendo informações sociodemográficas e comportamentais. O comportamento sedentário foi avaliado por meio de autorrelato. Sobrepeso e obesidade foram mensuradas por meio do índice de massa corporal. A regressão multinomial foi utilizada para avaliar a associação entre comportamento sedentário e nível de atividade física com sobrepeso e obesidade. Na análise bruta, verificou-se associação entre sexo, tabagismo e consumo de medicamentos com sobrepeso e obesidade. Após o ajuste, não houve associação entre as variáveis nas análises realizadas de forma independente e combinada. Sugere-se que novos estudos com critérios padronizados de mensuração de comportamento sedentário e sobrepeso e obesidade sejam realizados a fim de se compreender a relação entre essas variáveis.

Endereço: http://bdtd.uftm.edu.br/handle/tede/373

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