Comportamento do Sono na Preparação de Jogadores de Basquete Para os Jogos Olímpicos de Atenas/ 2004

Por: Félix Guillén, Maurício Bara Filho e Rosaura Sanchéz.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Introdução: Os atletas de alto-rendimento necessitam fundamentalmente tanto de
uma quantidade suficiente como de uma boa qualidade de sono para auxiliar na
recuperação gerada pelo desgaste psicofisiológico de treinamentos e competições e,
conseqüentemente, influenciando diretamente no rendimento atlético. Objetivo:
analisar a evolução do comportamento do sono em atletas de basquete durante a
preparação para os Jogos Olímpicos de Atenas / 2004. Metodologia: 10 atletas
(idade média 26,3±4,47 anos/ anos de experiência - 10,3±4,03 anos) convocadas
para uma equipe de basquete classificada para os Jogos Olímpicos de Atenas (2004)
participaram de maneira voluntária da pesquisa. O instrumento utilizado foi o
Questionário de Atividade, Descanso e Sono para Atletas de GARCÍA-MÁS et al.
(2003). O questionário foi contestado em 2 distintos momentos (M1 e M2) durante
a preparação para os Jogos de Atenas no mês de Julho de 2004. Resultados: A
análise estatística (descriptiva, teste "t" de Student e correlações) apontou para
resultados interessantes para os estudos sobre o tema. A boa satisfação do sono
estava entre 50 e 60% dos atletas em M1, enquanto que 40% se demonstrou pouco
satisfeito no segundo momento (M2), provavelmente devido uma menor quantidade
de horas de sono em M2 (6,90 horas de média) com mais de 8 horas em M1
(p<0,05). Sete das 10 jogadoras indicaram necessitar de 8 a 10 horas diárias de sono.
Somente 10 a 20% pensavam no esporte momentos antes de dormir. As correlações
(índice Pearson) apontaram as seguintes relações: entre a satisfação da noite de
sono com o tempo que as atletas tardaram em dormir (r = -0,390/ p<0,05) e
com o rendimento esportivo no dia seguinte (r = 0,568/ p<0,01), tempo que
demoraram a despertar depois e levantarem da cama com o rendimento (r = -
0,559/ p<0,015), com os níveis de ativação (r = -0,484/ p<0,05) e concentração (r
=-0,549/ p<0,05) em treinamentos e competições. Conclusões: Analisar o
comportamento do sono em atletas de alto-rendimento é uma necessidade para os
treinadores e demais envolvidos na preparação. As maiores diferentes no segundo
momento avaliado, provavelmente, decorreram do fato da noite avaliada ter sido
depois de uma partida preparatória, indicando uma recuperação incompleta das
jogadoras para os treinamentos do dia seguinte. Além disso, observou-se importante
influência do sono nas variáveis rendimento, níveis de ativação e concentração.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/75_Anais_p403.pdf

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