Comportamentos de Risco à Saúde em Jovens de Uma Capital do Nordeste Brasileiro

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108 páginas. 2017 19/09/2017

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Resumo

Os comportamentos de risco à saúde assumem lugar de destaque na etiologia de diversas doenças crônicas não transmissíveis, que existem e tendem a persistir e mesmo a aumentar nos nossos dias. Muito destes comportamentos que se iniciam durante a infância e adolescência, estão inter-relacionados e são evitáveis. Evidências são essenciais para elaborar políticas públicas e ações de intervenção em Saúde Pública. Objetivo: Estimar a prevalência de Comportamentos de Risco à Saúde em adolescentes, Fortaleza-Ceará-Brasil. Método: Estudo transversal, com 923 adolescentes de 12 a 17 anos. Aplicou-se o questionário Comportamentos de risco à saúde em jovens YRBS. Calcularam-se os IC95% das razões de chances, segundo: sexo, faixa etária, nível socioeconômico, trabalho remunerado e anos de estudo dos pais. Fez a regressão logística binominal como modelo final. Resultados: Foram fatores de risco prevalentes nos meninos: envolvimento em luta corporal (2,0-4,2); não foi fisicamente ativo (2,4-4,5); 2)faixa etária de 15-17 anos: já teve relação sexual (3,3-6,6); já fumou cigarro (1,2-2,8); 3) nível econômico baixo: tristeza com abandono das atividades normais (1,1-4,4); 4) Possuir trabalho remunerado: faltou a escola por insegurança (1,2-5,3); envolvimento em luta corporal (1,4-5,1); 5) Menos de 4 anos de estudos dos pais: jogou em equipes de esportes (1,2-2,3); não foi fisicamente ativo (1,3-2,6). O modelo final ficou constituído para violência: sexo masculino, faixa etária 15-17 anos e não possuir trabalho remunerado; sentimento de tristeza: não possuir trabalho remunerado e faixa etária 15-17 anos; consumo de drogas: faixa etária 15-17 anos; comportamento sexual: faixa etária 15-17 anos; não possuir trabalho remunerado e sexo masculino; ser fisicamente ativo: escolaridade dos pais. Conclusão: as variáveis sociodemograficas explicativas foram: idade, sexo e escolaridade dos pais. Sugerem que ações de promoção da saúde devem iniciar ainda na infância, serem multidisciplinares e abordarem múltiplos comportamentos de riscos, considerando o aumento de exposição com o avançar da idade.

Endereço: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/28292

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