Composição Corporal de Diabéticos Tipo 2 da Cidade de Fortaleza

Por: , Fabiana Rodrigues de Sousa, Raquel Felipe de Vasconcelos e Walber Castro.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

A composição corporal, que é a proporção entre os diferentes componentes
corporais e a massa corporal total, apresenta relação com a aptidão física e,
conseqüentemente, com a saúde do indivíduo. A análise da composição
corporal, através do uso das dobras cutâneas, visa quantificar a proporção
dos principais componentes estruturais do corpo do indivíduo, que são os
músculos, ossos, vísceras e gordura, através do cálculo de seus percentuais.
O objetivo desse estudo foi verificar a composição corporal de diabéticos
do tipo 2 residentes na cidade de Fortaleza. A pesquisa foi avaliada e
aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Integrado de
Diabetes e Hipertensão do Ceará (CIDH-CE). Participaram desse estudo
32 pessoas do sexo feminino entre 34 e 68 anos, todas pacientes do CIDHCE. Aplicou-se um questionário para conhecimentos do estilo de vida das
pacientes e foram mensurados peso corporal, estatura e dobras cutâneas.
Utilizou-se o protocolo de DURNIN e WOMERSLEY (1974) por ser uma
equação generalizada para sexo feminino entre 16 e 68 anos de idade. O
peso médio das pacientes foi de 68,86 + 12,4 kg. Foram encontrados os
seguintes valores médios da composição corporal: percentual de gordura,
40,02 + 2,71%; peso de gordura, 27,6 + 5,1 kg; peso de massa corporal
mag ra , 3 8 , 5 + 6 , 7 k g. De a cordo com NIDDK ( 1 9 9 3 ) , a s pa c i ent e s
apresentaram obesidade mórbida, com um excesso de peso de 10,9 + 2,8
kg. Constatou-se ainda que apenas 31,25% das pacientes praticam alguma
atividade física periódica. Diante de tais resultados, conclui-se que o excesso
de peso apresentado pelas diabéticas pode acarretar o agravamento de seu
quadro clínico, dificultando assim, o tratamento dessa patologia. As
pacientes também possuem um baixo nível de massa corporal magra,
ocasionada, possivelmente, pela falta de atividade física associada a uma
alimentação inadequada. Pode-se ainda salientar que as pacientes possuem
alto risco de morte por doenças metabólicas associadas à obesidade. Sugerese uma avaliação mais detalhada dos hábitos diários dessas pacientes, bem
como programas de exercícios físicos, controle alimentar e educação em
saúde mais rigorosos.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/66_Anais_p303.pdf

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