Concentração de Triptofano e Variáveis Cinemáticas a Diferentes Percentuais da Velocidade Crítica no Nado Crawl

Por: Marcos Franken.

134 páginas. 2011 00/00/0000

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Resumo

O objetivo deste estudo foi investigar o comportamento da concentração plasmática de triptofano ([TRP]) e de variáveis cinemáticas em séries de treinamento intervalado em diferentes percentuais da velocidade crítica (VC) no nado crawl. Foram voluntários 14 nadadores do sexo masculino de nível competitivo, com, pelo menos, quatro anos de experiência na modalidade e nadando 48 ± 11 km por semana. Os indivíduos executaram dois protocolos distintos, em diferentes dias, realizados em piscina de 25 m: 1) repetições de 200 e 400 m, em máxima intensidade (V200 e V400) em ordem aleatória e separadas por, no mínimo, 24 horas, para a determinação da VC; 2) duas séries de treinamento intervalado (repetições de 400 m) até a ocorrência da exaustão, em ordem aleatória, com intervalo mínimo de 24 horas entre elas: série com intensidade equivalente a 95% da VC (VC95) e série com intensidade equivalente a 100% da VC (VC100). Em ambas (VC95 e VC100) foi solicitado para os participantes que realizassem o maior número possível de repetições de 400 m, na velocidade pré-estabelecida, com intervalos de 40 s de repouso passivo. Um pacer luminoso, subaquático, foi utilizado para controle da velocidade de nado. Foram determinados: [TRP], concentração plasmática de prolactina ([PRL]) e concentração plasmática de ácidos graxos livres ([AGL]); concentração de lactato sanguíneo, frequencia cardíaca (FC) e esforço percebido; duração das fases da braçada, modelo de coordenação, índice de coordenação (IdC), simetria ou assimetria de nado, freqüência média de ciclos de braçadas (FB) e distância média percorrida por ciclo de braçada (DC). Os principais resultados foram: (1) [TRP] e [AGL] não apresentaram diferenças na VC95 e na VC100 (p > 0,05); (2) [PRL] apresentou incremento significativo tanto na VC95 como na VC100 (p < 0,05); (3) aumento significativo da [LA] e do EP na VC95 e na VC100 (p < 0,05); (4) incremento significativo em FB e redução na DC, tanto na VC95 como na VC100; (5) valores de IdC similares na VC95 e na VC100. Desta forma, podemos concluir que, nas séries VC95 e VC100, não ocorrem mudanças da [TRP] e da [AGL]. Já o EP, a [LA], a [PRL] e a FC apresentaram incremento em ambas as séries, o que indica que ocorreu fadiga para o exercício realizado nas condições de instabilidade metabólica. IdC não se altera ao longo de uma série de treinamento intervalado tanto em intensidade similar, como abaixo da VC no nado crawl.

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