Concepções de Treinadores Experts Brasileiros Sobre o Processo de Formação Desportiva do Jogador de Voleibol

Por: António Evanhoé Pereira de Sousa Sobrinho, Isabel Mesquita, e .

Revista Brasileira de Educação Física e Esporte - v.24 - n.1 - 2010

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Resumo

O presente estudo teve como objetivo examinar a concepção de treinadores experts acerca das etapas de formação desportiva a longo prazo do jogador de oleibol. A amostra do estudo foi composta por 10 treinadores "experts" brasileiros. Os sujeitos presentaram idade média de 45 ± 13,8 anos e 24,8 ± 12,1 nos de experiência profi ssional, sendo todos licenciados em ducação Física. Os dados foram coletados por meio de entrevista estruturada e de resposta aberta, baseada o protocolo de FERNANDES (2004). A sua adaptação de conteúdo à realidade sócio-cultural e desportiva rasileira foi efetivada pelo método de peritagem. O tratamento das informações foi realizado por meio da nálise de conteúdo, com o recurso à interpretação lógico-semântico das ideias prevalecentes no "corpus" das ntrevistas. A fi dedignidade de codifi cação foi assegurada pela percentagem de acordos, para o mesmo difi cador e codifi cadores distintos, situando-se os valores registrados entre 95% e 100%. Os resultados evelaram o desconhecimento, por parte dos investigados, acerca da existência de um modelo de formação desportiva do voleibolista, a longo prazo, no Brasil. Além de confi rmarem que o Voleibol é uma modalidade de specialização tardia, os participantes do estudo apontam que a idade de iniciação da sua prática sistemática se itua no início da adolescência, por volta dos 13 anos. As componentes de desenvolvimento desportivo acentuam a rática do jogo deliberado na primeira etapa, onde as experiências motoras diversifi cadas prevalecem. A partir da segunda etapa aumenta a prática deliberada, com o incremento da aquisição de competências específi cas e comprometimento com a modalidade. A ausência de especifi cação dos conteúdos de treino ao longo das tapas, bem como a parca referência às competências psico-sociais pode dever-se, em grande medida, à possível inexistência de um modelo nacional referenciador da formação desportiva a longo prazo do jogador de oleibol.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/RBEFE_v24n1artigo8.pdf

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