Condições Nutricionais de Deficientes Físicos Participantes do Proamde

Por: Priscila Trapp Abbes Riether e Talita Miranda Cavalcante.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Introdução: Apesar de haver muitas pesquisas em relação ao estado nutricional de
diversas populações, ainda é muito escassa a literatura sobre os aspectos nutricionais
de pessoas com deficiência. Em vista disso, este trabalho tem como objetivo descrever
as condições nutricionais de pessoas com deficiência física através de medidas
antropométricas e levantamento dos hábitos alimentares. Trata-se de uma pesquisa
de iniciação científica que está em andamento e terá seu término no mês de julho do
corrente ano. Metodologia:Tem caráter descritivo e qualitativo na busca de traçar o
perfil nutricional de 13 indivíduos do sexo masculino, deficientes físicos fisicamente
ativos que constituem a equipe de basquete sobre rodas do Programa de Atividades
Motoras para Deficientes - PROAMDE, o qual é um projeto de extensão da
Universidade Federal do Amazonas. Dos indivíduos do presente estudo, 8 apresentam
paraplegia, 4 apresentam amputação de membros inferiores e 1 apresenta seqüelas
de poliomielite, com faixa etária entre 16 e 51 anos. Todos foram esclarecidos quanto
aos objetivos e à metodologia a ser utilizada, sendo obtido o consentimento individual
por escrito dos mesmos. Na avaliação dietética, foi utilizado o registro alimentar de
três dias, sendo dois dias no meio da semana e um dia no final de semana, no qual
foram anotadas as quantidades dos alimentos e bebidas consumidos expressos em
medidas caseiras. A avaliação antropométrica foi realizada a partir da tomada de
medidas de peso, altura, circunferências de cintura e de quadril e dobras cutâneas,
havendo correções dessas medidas de acordo com a deficiência de cada um.
Resultados e conclusões:Os indivíduos amputados apresentaram homogeneidade
no peso, ocorrendo sobrepeso dos mesmos em relação ao IMC. Também houve
um acentuado valor de circunferência de cintura em nível considerado como risco
de complicações cardiovasculares. Os indivíduos paraplégicos demonstraram
heterogeneidade no peso e apresentaram o IMC na faixa de obesidade, apesar da
média da circunferência de cintura não estar em nível considerado como risco de
complicações cardiovasculares. O indivíduo com seqüela de poliomielite apresentou
um grau elevado de IMC e de circunferência de cintura, com risco aumentado de
complicações cardiovasculares. Os registros alimentares estão sendo analisados e
será realizada análise descritiva com média, mediana e desvio-padrão de todas as
variáveis avaliadas.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/74_Anais_p395.pdf

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