Construção de Uma Teoria do Lazer a Partir dos Autores Classicos: as Contrubuições de Lafargue, Veblen e Russel

Por: Alice da Silva.

60 Reunião Anual da SBPC

Send to Kindle


INTRODUÇÃO:

Nos meios acadêmicos, principalmente nas áreas ligadas a saúde, como é o caso da Educação física, tem sido bastante utilizado os termos "teoria" e "pratica", mas no senso comum. Que entende teoria como desvinculada da realidade vivida no concreto, e pratica como desvinculada da teoria, o que geralmente se transforma em tarefismo, ou ação desprovida de sentido. Quando ligada a Educação física, essa diferença é norteada por mal-entendidos. A associação a prática da Educação Física a prática de alguma modalidade de atividade física é um desses pontos. Outro ponto a ser considerado é a abrangência em que esta ligada essa área a outras áreas do conhecimento, como Ciências Físicas, Biológicas e Humanas, incluindo a ampla gama de atividades ligadas ao corpo, movimento, que entre elas estão inclusos o esporte, os interesses físico esportivos no lazer, atividade adaptada, e de maneira geral a educação motora. Alguns estudiosos da área de conhecimento da Educação Física, têm procurado uma Ciência especifica para esse setor, porque se julga que somente é possível haver uma teoria a partir de uma determinada área, quando se constitui em uma Ciência Especifica. Se entendermos teoria como um conjunto de conhecimentos, não ingênuos, que possuem diversos graus de sistematização e credibilidade, e que se propõem explicar, elucidar, interpretar e unificar um dado domínio de problemas que se oferecem à atividade pratica; e prática como saber provindo da experiência, ao mesmo tempo aplicação da teoria, poderíamos, ao invés de sua dicotomia, compreender o que denomina a dialética estabelecida entre ação, reflexão, ação. Assim chegaríamos a um conceito, a uma unidade, que não pode ser entendida como unificado, no que se chama de "práxis". Entendendo esse processo não seria necessária a criação de uma Ciência especifica, e sim a partir da contribuição de várias ciências e da reflexão filosófica, entendida quanto produto, enquanto processo, e entender e compreender sua esfera de atuação, que atualmente anda confusa, e em cada uma de sua especificidade. No entanto, existe uma Teoria do Lazer, desconhecida da grande maioria dos profissionais que atua na área, que vem sendo formulada desde a filosofia Clássica, e ganha impulso com a criação e desenvolvimento das Ciências Humanas, entre a segunda metade do século XVIII e a primeira metade do século XIX, e que tem recebido contribuições constantes da Sociologia, Antropologia, Arquitetura/Urbanismo, Comunicações, etc. Dessa forma o projeto procura contribuir numa dupla frente: 1. Desconhecendo a Teoria do Lazer, o profissional de Educação Física que atua nessa área, além de confundir a prática do lazer, com a prática profissional que o lazer requer, não estabelece uma prática, mas sim um "tarefismo". Isso pode ser verificado nas aulas de graduação de muitos cursos superiores e nos "manuais" de recreação e lazer. 2. A Teoria do Lazer, sobretudo embasada em autores clássicos, é imprescindível para fundamentar projetos específicos de investigação que relacionam modalidades esportivas ligadas ao componente lúdico da cultura, os as relações entre o lazer e as demais esferas da vida social


METODOLOGIA:

Pesquisa bibliográfica, efetuada nos sistemas de bibliotecas da UNICAMP E UNIMEP, e com o auxilio de outras ferramentas como a Internet, que busca verificar a contribuição das principais obras dos autores clássicos LAFARGUE, VEBLEN e RUSSEL, para uma possível construção de uma teoria do lazer, buscando o embasamento teórico de projetos que estudem as relações as entre lazer e cultura e lazer e sociedade, bem como projetos de ação na área.


 RESULTADOS:

Em 1880 na Europa, em meio à industrialização, surgiu o primeiro "manifesto" a favor do lazer dos operários: o clássico O DIREITO A PREGUIÇA. Seu tema principal relata a alienação do proletariado em relação ao sistema capitalista e uma critica a sociedade moderna.

Infelizmente, a revolução industrial que poderia ter sido considerada a redentora dos homens, tornou-se a alienação desse ser e/ou como era considerada a escravidão dos homens. A religião, ou seja, a igreja nesse período foi uma das precursoras desse movimento, quando relaciona o trabalho como castigo imposto por Deus a Adão quando este comete o pecado capital. O ócio somente era bem visto para a classe burguesa, cujos poetas e filósofos acreditavam que essa atividade era indispensável para a vida livre e feliz, para o exercício nobre da política, o cultivo do espírito (pelas letras, artes e ciências) e para o cuidado com o corpo, como ginástica, dança e arte militar, considerando o trabalho como punição aos escravos (a classe trabalhadora), como desonra aos homens pobres. O ideal para Paul Lafargue era uma sociedade socialista e por conta disso, a revolta quando o proletariado deixa-se influenciar pela ganância do dinheiro, pelo dogma do trabalho, ficando em segundo plano toda sua vida e seus ideais. Essa mudança na percepção do trabalho e no novo lugar que passa a ocupar na sociedade teria não só coincidido com o advento do capitalismo, mas teria sido decisiva para a construção da racionalidade capitalista ocidental moderna, dando ao ócio um aspecto mais terrível do que até então. Disso a prova é dada pelas inúmeras e freqüentes legislações iniciais do capitalismo que transformaram a mendicância e a preguiça em crimes sujeitos à pena de prisão e, em certos casos, de mote (CHAUI, 2000, p. 15). Com a baixa do salário, às doze horas de jornada de trabalho, o aumento de custo de vida, o deslocamento ou fechamento de fábricas, as greves, e as guerras coloniais para conquista de novos mercados, deixavam claro que era o momento da classe operaria agir. Esse texto de Paul Lafargue é um painel da sociedade burguesa, com o objetivo de criar consciência de classe e por isso é a critica de ideologia do trabalho, ou seja, a exposição das causas e da forma do trabalho na economia capitalista, ou o trabalho assalariado (CHAUI 2000, p23). É curioso, quando se lê em detalhes esse texto de Paul Lafargue. A sua visão futurista de tudo que relata na época em que escreve, e a forma de como tudo se repete e permanece pelo menos na nossa realidade.

Atualmente o proletariado sabe e bem de todos seus direitos e deveres, e por esse motivo julgo curioso o modo de vida em que nos encontramos, ou melhor, dizendo vivemos. O valor que damos as nossas horas de trabalho e como nos esquecemos dos nossos momentos de descanso, ou ainda se chega a pensar o porquê de descaso? No inicio desse texto cita-se a palavra alienação e como ela interfere na vida da classe trabalhadora, Chaui (2000, p. 34), explica esse termo: Para que o trabalho se torne alienado, isto é, para que oculte, em vez de revelar, a essência dos seres humanos e para que o trabalhador não se reconheça como produtor das obras é preciso que a divisão social do trabalho imposta historicamente pelo capitalismo, desconsidere as aspirações criadoras e os force a trabalhar para outros como se estivessem trabalhando para a sociedade e para si mesmos. Sob os efeitos da divisão social do trabalho e da luta de classes, o trabalhador individual pertence a uma classe social - a classe dos trabalhadores - que, para sobreviver, se vê obrigada a trabalhar para uma classe social - a burguesia - vendendo sua força de trabalho no mercado. Ao fazê-lo, o trabalhador aliena para um outro (o burguês), sua força de trabalho que, ao ser vendida e comparada, se torna uma mercadoria destinada a produzir mercadorias. Reduzido à condição de mercadoria que produz mercadorias, o trabalho não realiza nenhuma capacidade humana do próprio trabalhador, mas cumpre as exigências impostas pelo mercado capitalista (CHAUI, 2000, p. 35). Traçando uma linha analógica de tudo que foi dito, unindo os dias atuais e o objetivo de nossa pesquisa, não é difícil encontrarmos muitos pontos em comum. É importante pararmos para analisar o porquê do inicio da preocupação com o "lazer" do individuo. Ao fazer o Elogio à Preguiça, Lafargue não quer apenas libertar o proletariado do trabalho opressor, mas toda a sociedade, que considera sua escrava. Passados dezenove anos da primeira publicação de "O DIREITO A PREGUIÇA", por Paul Lafargue, surge outro autor considerado como clássico para os estudos do lazer. "A TEORIA DA CLASSE OCIOSA", por Thorstein Veblen, em 1899 e publicada em 1904, surge como uma das principais obras para a teoria do lazer.

Através deste texto o autor tenta nos alertar sobre o que ocorre quando se tem o surgimento da instituição de classes, e em especial a da classe ociosa, que coincide com a propriedade privada. Veblen acredita que a crença da economia clássica é falsa, no sentido de que o empresário ao maximizar seus lucros, realiza o bem comum, as classes superiores não utilizam seus excedentes, possibilitados pelo progresso tecnológico, para desenvolver a produção. Essa propriedade privada, gradualmente instituída como grau de riqueza do individuo, alvoroça os hábitos sociais para um comportamento competitivo e consumista. Veblen (1987) difere as comunidades "selvagens", da escala cultural dita comunidades bárbaras pela ausência de classe ociosa, e por não adquirir uma atitude espiritual, um ponto forte na instituição da classe ociosa. A respeito dessa instituição Veblen, (1987, p. 8) diz: A instituição de uma classe ociosa é o resultado de uma discriminação, bem cedo estabelecida, entre as diversas funções, segundo a qual algumas são dignas e outras indignas. Estabelecida à discriminação, as funções são aquelas em que intervém um elemento de proeza ou façanha, as funções indignas são as diárias e rotineiras em que nenhum elemento de proeza existe (VEBLEN, 1987, p. 8). A partir dessa análise de Veblen referente à instituição da classe ociosa se tem uma transição cultural entre as comunidades, que segundo Veblen (1987): Os usos e os traços culturais dessas comunidades num baixo estágio de desenvolvimento indicam que a instituição da classe ociosa surgiu gradualmente durante a transição da selvageria primitiva para a barbárie; ou, mais consistentemente guerreiro. Aparentemente as condições necessárias para que surja tal classe, numa forma definida, são: 1- a comunidade deve ter um modo de vida predatório - a guerra ou a caça de grandes animais ou as duas, isto é, os homens, que nesse caos constituem a classe ociosa em potencial, devem estar habituados a infligir dano físico pela força ou por estratagema; 2- a subsistência deve ser possível de modo suficientemente fácil para que uma parte considerável da comunidade fique livre da rotina regular do trabalho (VEBLEN, 1987, p. 08). Para que haja melhor compreensão sobre o que norteia a obra "A teoria da Classe Ociosa" de Thorstein Veblen, no que diz os trechos supracitados, será feita uma reflexão sobre os assuntos. Sobre a instituição da classe ociosa, se diz que houve uma descriminação entre as diversas funções, da época dizendo que algumas são dignas e outras indignas. Para funções dignas são denominados os que tenham intervenção de proeza ou façanha; funções indignas são as funções diárias e rotineiras, as que não necessitam de nenhum elemento especial para ser executada.

Devido à transição cultural e mudança de padrões e ponto de vista da sociedade se tem à discriminação entre o inerte e animado, onde o grupo social primitivo se divide em proeza e indústria. Entende-se por indústria o esforço para criar coisa nova, da matéria "bruta", com um novo fim que lhe é dado pela mão do criador, um exemplo o artesão que transforma um pedaço de madeira em objeto; proeza quando se resulta em utilidade para o agente, ou seja, para o praticante da ação, considerado como desvio de sua energia designada anteriormente a outro fim por um agente estranho. Como extensão desse resultado, depende de certa forma do temperamento da população, o sucesso se torna um fim em si mesmo, desejável pela sua utilidade como base de estima social. Nesse momento da sociedade o individuo ganha estima e evita a censura tornando bem evidente a sua eficiência, sua identidade deixa de ser a força, passa a ser um ser situado, em desenvolvimento. Ao entrar na transição entre a selvageria pacifica para fase predatória, mudam as condições de emulação, ou seja, as condições de competições, rivalidade, concorrência. Segundo Veblen (1987), a agressão se torna à forma mais prestigiosa da ação e o que se "arrancar" do outro se torna como prova ostensiva da agressão vitoriosa. Se comparado esse consumismo de Veblen com o de nosso tempo, vemos que as pessoas usufruem o consumo como "válvula de escape" para preencher seu vazio interior. O que mais incentiva essa "loucura" consumista é a interferência da mídia em nosso cotidiano, que sempre demonstra parecer o melhor para a vida do das pessoas. Alguns pontos na obra de Thorstein Veblen são destacados, como a motivação pecuniária e o consumo conspícuo definem os estilos de vida, o gosto, a indumentária; definem a feição de uma sociedade e de uma civilização, e a percepção quase premonitória da força da luta feminina. Passados setenta e cinco anos da publicação de "Elogio do Lazer", é possível perceber o quanto à sociedade evolui e ainda assim muitos pensamentos não mudaram, os filósofos dessa época tinham uma visão futurista da sociedade. Russel caracteriza muito bem seu pensamento no que diz respeito ao lazer, haja vista a sociedade capitalista em que vivia, e pelas horas ininterruptas de trabalho, que muitas vezes ultrapassavam das quinze horas. O ócio era caracterizado como pai de todos os vícios, e trabalhar arduamente era necessário e honroso. O pensamento de Russel se alinha diretamente ao que ocorre nos dias atuais, quando cita que trabalhar demais causa imensos danos ao individuo e que a crença nesse trabalho se torna uma atividade virtuosa. Na realidade o que temos que defender é a idéia totalmente inversa do que se é pregado. Complementa sobre o assunto que em determinados Países o ócio é mais difícil e seria necessária uma grande campanha para fazê-la vingar. Russel argumenta a favor do ócio e discorda de alguns pontos quando se pensa a esse respeito; Sempre que uma pessoa que já tem o suficiente para sua sobrevivência dedica-se a um trabalho comum, como dar aulas e dizem-na que esta conduta tira o pão da boca de outrem e por conta disso é considerada má. Se esse argumento fosse valido, seria necessário que todos nós não fizéssemos nada para que todas as bocas tivessem pão à disposição. O que esquecem quando dizem essas coisas é que o homem geralmente gasta o que ganha e o que gastar gera empregos. Desde que um homem gaste sua renda ele coloca tanto pão na boca das pessoas ao gastar quanto tira ao ganhar. Considera como verdadeiro responsável desse ponto de vista o poupador, porque é decorrente da poupança que o dinheiro não tem giro de marcado e não gera empregos. Ao invés desse poupador guardar seu dinheiro pelo simples prazer de acúmulo pecuniário, poderia guardá-lo para aplicá-lo em outro investimento. Diante dos fatos aqui apresentados Russel (1977), ressalta com toda seriedade que muitos dos males que estão sendo causados ao mundo moderno se da devido à crença da virtude pelo trabalho; e que o caminho para a felicidade e prosperidade esta na diminuição organizada do trabalho. Nesse ponto de vista os autores Lafargue e Russel têm semelhantes pensamentos. Antes de prosseguir com o estudo Russel (1977) define o se seria o trabalho: O trabalho é de duas espécies: primeira, alterar a posição da matéria na superfície da terra ou quase ou nela, relativamente à outra matéria nas mesmas condições; Segunda, dizer a outras pessoas que façam isso. A primeira espécie é desagradável e mal paga; a segunda é agradável e bem paga. A segunda espécie pode desdobra-se ao infinito (RUSSEL, 1977, p. 11). Lafargue, Veblen e Russel têm um ponto em comum quando citam em seus escritos à necessidade do homem trabalhar duro e um pouco mais que o necessário para a subsistência de si e de sua família, ainda que sua mulher trabalhasse por menor quantia e mesmo tempo que ele e seus filhos colaborassem assim quando possível. O árduo trabalho existe desde os inícios das civilizações até a Revolução Industrial, e muito do que aceitamos sem discutir decorre desse sistema, e sendo ela dos tempos pré-industriais não esta adaptada ao mundo moderno. Russel (1977) cita o lazer em: A tecnologia moderna possibilitou que o lazer, dentro de certos limites, não seja prerrogativa de pequenas classes privilegiadas, mas um direito uniformemente distribuído por toda a comunidade. A moralidade do trabalho é a moralidade de escravos e o mundo moderno não precisa de escravidão.

O lazer é indispensável à civilização e antigamente o lazer de poucos só se tornou possível graças ao trabalho de muitos. Mas suas canseiras foram valiosas, não porque seja bom o trabalho, mas porque o lazer o é. E com a técnica moderna seria possível distribuir o lazer de modo equânime, sem prejuízo para a civilização. A tecnologia moderna possibilitou reduzir consideravelmente o volume de trabalho necessário para assegurar o indispensável à subsistência de todos, indistintamente (RUSSEL, 1977, p. 13-14). Esses também eram os desejos de Lafargue e Veblen. Em outro trecho de igual idéia dos autores, Russel revela que os ricos tinham pavor em pensar que a classe menos abastada, ou seja, pobre depusessem de seu tempo de lazer. No inicio do século XIX a jornada de trabalho muitas das vezes chegavam há quinze horas dia, e por algumas vezes as crianças trabalhavam tanto o quanto, e comumente ultrapassavam às doze horas dia de trabalho. Alguém chegou a sugerir que essas horas eram um exagero, e foi-lhes dito que o trabalho afastava os adultos da bebida e vícios e as crianças da marginalidade. Será que o trabalho com o passar do tempo também não se tornará um vicio? A resposta é sim, devido o ser humano ser uma criatura altamente competitiva quando em relação com os demais na sociedade. Penso que o lazer não pode se fazer por si só, ele faz parte do todo da sociedade, faz parte da saúde, trabalho, religião, família, partido político, ou seja, faz parte das esferas da atividade humana. Não podemos ter o espírito de adiamento para as coisas que se deseja fazer, principalmente no que trata do lazer. LAZER É O DESCANSO DA ALMA...


CONCLUSÕES:

Os três autores em pesquisa contribuem, dentro do contexto em que viveram e produziram suas obras, para a constituição de uma teoria sobre o lazer. Lafargue e Russel, a partir de uma visão socialista, com base na crença da redenção da sociedade pela máquina, defendendo cada um ao seu modo, a instauração de uma sociedade de três e quatro horas de trabalho, e fazendo uma espécie de "teoria da curvatura da vara", demonstrando a importância da preguiça, do descanso, do lúdico, do lazer, na vida das pessoas, frente aos valores do trabalho na sociedade capitalista. Mas é importante que se diga que essas reflexões estavam embasadas num ideal socialista. Não é o caso, por exemplo, de Domenico De Masi, que se aproveita das idéias desses autores, para fazer exercícios de futurologia, dentro da própria sociedade capitalista (MARCELLINO e GPL [s.d]). Por sua vez a contribuição de Veblen com sua teoria da emulação, pela força (destreza permanecendo nos nossos dias através do esporte), pecuniária, ócio, e consumo, também pode oferecer importantes reflexões para a área, assim como suas categorias de ócio ou consumo conspícuo e ócio ou consumo vicário

Tags:

Comentários


:-)





© 1996-2019 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.