Consumo Máximo de Oxigênio, Economia de Corrida e Força de Membros Inferiores : Adaptações em Corredores de Rua no Decorrer de Um Macrociclo de Treino

Por: Karina Alves da Silva.

2017 03/02/2017

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Resumo

Nos últimos anos, as corridas de rua obtiveram um crescente número de provas e praticantes. O maior número de competições bem como o comprometimento dos corredores recreacionais em alcançar um melhor desempenho expandiu a procura pelo treinamento específico a fim de desenvolver o melhor potencial. Desse modo, o presente estudo visa descrever o nível das adaptações decorrentes do treinamento sistemático em corredores recreacionais. A amostra foi composta por 12 corredores, 7 homens e 5 mulheres, de 20 a 50 anos de idade. O macrociclo teve duração de 12 semanas. Ao longo deste período, os atletas anotaram as informações de cada treino. Estes dados foram utilizados pelo investigador para monitorar a carga de treino de cada sessão. Além disso, dados fisiológicos foram recolhidos em dois momentos (pré e pós) o macrociclo de treinamento prescrito pelos treinadores. Os indivíduos foram submetidos a medidas antropométricas, testes para determinar o consumo máximo de oxigênio, a economia de corrida e a força de membros inferiores. Para a análise estatística foi aplicado o teste de normalidade de Shapiro-Wilk, sendo os resultados descritos por meio da média e desvio padrão e delta bruto e percentual. O teste t pareado foi utilizado para analisar os dados coletados. Para relacionar os tamanhos de efeito (Delta Percentual), foi aplicado o teste de correlação de Spearman. Complementarmente, foi calculado o tamanho do efeito (TE). Observou-se que os indicadores CMJ e VO2máx apresentaram diferenças estatisticamente significativas (p < 0,05) entre a primeira e segunda avaliação, com incrementos de 6,9% e 2,3%, respectivamente. Correlações moderadas foram verificadas entre os indicadores: peso e CMJ (r: -0,664); peso e DJ (r: 0,657); % GC e DJ (r: 0,636). Por outro lado, houve uma alta correlação entre o %GC e CMJ (r: - 0,769), e CMJ e DJ (r: -0,713). Tamanhos de efeito triviais foram observados para todas as variáveis. Conclui-se que as cargas aplicadas no macrociclo de treino foram suficientes para gerar adaptações significativas apenas nos indicadores CMJ e VO2máx. Assim, a realização deste estudo pode trazer contribuições a treinadores e assessorias esportivas de corridas de rua, pois os resultados evidenciados podem servir como um alerta em relação à forma de distribuição e aplicabilidade das cargas de treino durante o macrociclo, afim de que possam apresentar adaptações positivas nas capacidades físicas dos atletas.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000211187

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