Contando Histórias, Programando o Ensino: Contribuições Para a Pré-escola com Alunos Surdos

Por: Berenice Maria Rocha Santoro.

163 páginas. 1994

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Resumo

O presente trabalho descreve e analisa a aplicação de um programa para a atividade de contar histórias para alunos surdos de fase pré-escolar em situação de sala de aula, com ênfase nos procedimentos para desenvolvimento da comunicação dos alunos. A partir do conhecimento teórico sobre o desenvolvimento da criança surda e sobre as diferentes abordagens para o seu atendimento, o programa de ensino foi elaborado com base na Filosofia da Comunicação Total, uma abordagem que possibilita a estimulação da comunicação em vários níveis, a saber: oral, auditivo, gestual e visual. O programa constou de três fases seqüenciais. A 1ª fase teve como objetivo a aquisição da habilidade de prestar atenção; a 2ª fase, a aquisição das habilidades de imitação e compreensão dos conceitos e atividades, utilizando fala e sinais e, a 3ª fase teve como objetivo a aquisição da habilidade de generalizar a compreensão dos conceitos e das atividades, utilizando sinais e fala. Em todas elas a professora utilizou diferentes estratégias comunicativas, a fim de que os alunos compreendessem e expressassem os conteúdos. Os participantes foram nove alunos com surdez neurossensorial com graus diferenciados (de severo a profundo), apresentando habilidades de comunicação restritas ao uso de gestos indicativos e representativos, quando do início da pesquisa. Freqüentavam uma escola pública de educação especial pertencente à rede municipal de ensino. Para fins de pesquisa, este estudo utilizou a observação como técnica de coleta de dados, sendo o registro dos desempenhos dos alunos e da professora realizado pela professora-pesquisadora, em fichas apropriadas, no decorrer do desenvolvimento das atividades. Os resultados obtidos indicam que os alunos utilizaram preferencialmente a língua de sinais para se comunicarem com os colegas e com a professora e apresentaram as habilidades de imitação e compreensão de sinal em médias superiores as de imitação e compreensão de fala. O número de sessões de cada história pareceu influir na compreensão de sinais, mas não na compreensão de fala. Quanto à generalização da compreensão do conceito e da atividade, os alunos tiveram um desempenho positivo somente com o uso da língua de sinais. Tais resultados possibilitaram que fossem feitas algumas considerações a respeito da educação pré-escolar para alunos surdos referentes ao modo de comunicação e ao trabalho com língua oral e língua de sinais.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=2018&listaDetalhes%5B%5D=2018&processar=Processar

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