Contribuição de Variáveis Antropométricas na Variação da Força Explosiva em Jovens Futebolistas.

Por: Thiago Mariano.

III Congresso de Ciência do Desporto

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Introdução: A força explosiva é uma variável importante no desempenho físico dos atletas de futebol. Logo, as manifestações são elementos intervenientes no desempenho físico entre elas a agilidade, velocidade de deslocamentos e no salto vertical (KRAEMER; HÄKKINEN, 2004). Quanto ao jogador, a importância está relacionada principalmente ao desenvolvimento das capacidades condicionantes associadas à maturação e crescimento (MALINA, 2005), que permitem aumentos dos saltos verticais(SCATES, 2003; MALATESTA, et al. 2003) , assim como, aumentos da velocidade nas ações de deslocamento (NUNES, 2004).

 Objetivo: Estimar a contribuição das variáveis quantitativas de antropometria na variação das manifestações  da produção da força explosiva (FE), força explosiva elástica (FEE) e força explosivaelástica reflexa em jovens futebolistas do sexo masculino durante o período de preparação para a competição.

 Metodologia: participaram 44 jogadores de futebol do sexo masculino e divididos em duas categorias: Infantil (14 a 15 anos) e Juvenil (16 a 17 anos). Para a antropometria foram utilizadas as medidas de massa corporal como também os perímetros da coxa e perna. O teste utilizado para mensurar a força explosiva foi o teste com salto vertical em posição estática (SJ), a força explosiva elástica foi o teste de salto vertical com contra movimento (CMJ) e para mensurar a força explosiva elástica reflexa, saltos verticais contínuos num período de 5 segundos (CJ5s). Os dados foram analisados pelo teste "t" de Student, para verificar o coeficiente de variância e pelo coeficiente de correlação de Pearson. O nível de significância utilizado foi de p0,05.

 Resultados: Na categoria Infantil a variância significativa ocorreu nas variáveis de peso (0.0058), circunferência de coxa (0.0094) e circunferência de perna (0.0123). No Juvenil as variáveis que apresentaram uma variância estatisticamente significante foram apenas o peso (0.0096) e a circunferência da coxa (0.0324). No Infantil os testes CMJ (0.0014) e no CJ5 (0.0109) apresentaram variância significativa. Na categoria Juvenil os desempenhos nos testes de CMJ e CJ5s apresentaram variância significante, onde o teste CMJ apresentou um "p" de 0.0338 e onte moderada negativas, entre o percentual de gordura e os testes SJ (- 0.3001) e CJ5s (-0.4577) e uma correlação positiva entre a circunferência da perna e o teste de CJ5s (0.3808). No Juvenil encontrou-se correlação negativa entre a gordura e os testes SJ, CMJ e CJ5s (-0.3861, -0.5021, -0.4024) e também entre a circunferência da coxa com os testes de SJ (-0.4074), CMJ (-0.4439) e CJ5s (-0.3681), por fim entre o peso e os testes de SJ (-0.3413) e CMJ (-0.3579).

 Conclusão: Conclui-se que a massa de gordura tem relação moderada com os testes de salto em ambas as categorias, como também o perímetro da coxa, variando a correlação das variáveis dependendo da categoria analisada e apenas uma relação positiva entre o perímetro da perna e teste CJ5s, relacionado com os músculos utilizado no teste. Por fim deve-se analisar melhor qual é o principal fator que faz com que haja mudanças nas variáveis estudadas.

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