Controle Autonomico da Frequencia Cardiaca de Adolescentes em Treinamento

Por: Juliana Martuscelli da Silva Prado.

2006 22/02/2006

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Resumo

Este estudo teve por objetivo analisar a função autonômica cardiovascular de adolescentes em treinamento. Foram avaliados 58 voluntários saudáveis, de ambos os sexos, na faixa etária entre 11 a 18 anos, em processo de treinamento desportivo. Estes foram submetidos às avaliações clínica, antropométrica, fisioterápica e funcional. A avaliação clínica teve como objetivo verificar o estado geral de saúde e a existência de alterações posturais que pudessem interferir nos resultados durante a realização dos experimentos. As medidas antropométricas de peso, altura e pregas cutâneas foram utilizadas para avaliar a composição corporal dos voluntários. Para a determinação do estágio de maturação sexual foi realizada a auto-avaliação segundo os critérios propostos por Tanner, através dos desenhos elaborados por Morris e Udry (1980). Foram avaliados o desenvolvimento dos pêlos pubianos para ambos os sexos e o de genitais para o sexo masculino; para o sexo feminino, o desenvolvimento das mamas e a presença da menarca. A avaliação da capacidade funcional cardiorrespiratória foi realizada pela eletrocardiografia dinâmica de 24 horas e pelo teste de esforço. O registro do ECG de 24 horas foi empregado para a análise da variabilidade da freqüência cardíaca nos domínios espectral e temporal. Esses domínios foram utilizados para quantificar a magnitude da função autonômica cardiovascular. O teste de esforço foi realizado com protocolo contínuo de esforço em cicloergômetro (PC . rampa de 15 W/min) até a exaustão física para predição do VO2max, com registro contínuo da freqüência cardíaca (FC), ventilação pulmonar (VE), freqüência respiratória (FR). O tratamento dos dados foi compreendido primeiramente por análise descritiva das variáveis antropométricas e funcionais através de boxplots. Foram realizadas comparações entre os sexos, os estágios de maturação e os períodos da eletrocardiografia dinâmica (vigília e sono). Para a aceitação de diferenças estatisticamente significantes foi adotado o critério da não sobreposição dos intervalos de confiança da mediana de 95%. As variáveis antropométricas foram significantemente maiores para os meninos comparados às meninas, com exceção do percentual de gordura corporal e da massa gorda. Quanto às variáveis de VFC, pode-se constatar um aumento da mediação simpática concomitante a uma diminuição da atividade parassimpática conforme a evolução da idade maturacional. A média dos intervalos R-R aumentou com a idade em ambos os sexos, e mostrou diferença significante somente entre meninos e meninas púberes. Existe uma modificação progressiva das variáveis de VFC que pode refletir a maturação do sistema nervoso autonômico com o processo de crescimento. Os dados de VFC podem ser importantes na identificação precoce de mudanças autonômicas em jovens com predisposição para doenças crônico-degenerativas. 

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000436599&opt=1

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