Controle Autonômico e Quantificação das Cargas de Treinamento em Atletas de Elite de Taekwondo

Por: Luiz Augusto Buoro Perandini.

84 páginas. 2008 11/12/2008

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Resumo

Os estudos realizados até o presente momento com a modalidade esportiva taekwondo avaliaram as lesões, além das respostas fisiológicas ao combate e treinamento. Entretanto, nenhum estudo se preocupou em quantificar e verificar a distribuição das cargas de treinamento a fim de monitorar a sobrecarga imposta aos atletas. Os resultados dos estudos já realizados, mostraram que além do metabolismo anaeróbio, o aeróbio também era importante para o desempenho, destacando a necessidade da avaliação aeróbia para o atleta. Dessa forma, os objetivos deste estudo, foram verificar em atletas de taekwondo: (1) a relação da quantificação das cargas de treinamento estimadas por meio da percepção subjetiva de esforço (PSE da sessão) com as calculadas pelos métodos baseados nas respostas da freqüência cardíaca (FC) e concentração sangüínea de lactato ([La]), (2) a associação e concordância da distribuição das intensidades de treinamento realizadas pelas respostas da PSE e [La], e (3) a relação dos parâmetros de retirada e reativação vagal com um indicador aeróbio obtido a partir do teste de Léger. Participaram do estudo 11 atletas de taekwondo de ambos os gêneros. Os atletas foram submetidos a duas sessões de treino para a quantificação e distribuição das cargas de treinamento e um teste progressivo de Léger. A partir do teste de Léger foi estimado o indicador aeróbio (velocidade aeróbia máxima (Vmax)), além dos parâmetros de retirada e reativação vagal. A constante de tempo (τ) e amplitude (A) obtidos pelo ajuste da retirada vagal a função de queda mono-exponencial, além da área sob a curva (ASC), foram considerados os parâmetros de retirada vagal. Os parâmetros de reativação vagal foram calculados pela recíproca negativa da inclinação da reta obtida nos 30 s iniciais de recuperação da FC (T30) e a recuperação da FC nos primeiros 60 s após o término do exercício (RFC60s). Os resultados mostraram que a estimativa da PSE da sessão foi significativamente correlacionada com as cargas de treinamento obtidas pela FC e [La] (r = 0,52 – 0,71, P < 0,05). A associação entre as proporções das intensidades de treinamento foi significante (P > 0,05) com uma alta concordância (k = 0,71). Os parâmetros de retirada vagal A e ASC apresentaram correlação moderada com a Vmax (r = 0,61 – 0,71), assim como os indicadores de reativação vagal T30 e RFC60s (r = 0,77 e 0,64, respectivamente). Portanto, os resultados mostraram que houve relação significante entre a PSE da sessão e as estimativas das cargas de treinamento estimadas por meio da FC e [La], além das proporções das intensidades de treinamento obtidas por meio da PSE e [La] apresentarem associação significativa e alta concordância. Os parâmetros de retirada e reativação vagal também apresentaram boa correlação com o indicador aeróbio.

Endereço: http://www.uel.br/pos/ppgef/portal/pages/banco-de-defesas/uel/2008.php

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