Resumo

A prática regular de exercícios físicos, no envelhecimento, mostra-se útil para trazer benefícios em todos os aspectos da vida dos idosos, e em especial, ao controle postural destes indivíduos que com a senescência, tendem a diminuir tal capacidade. O objetivo deste estudo foi verificar e analisar as alterações promovidas por dois tipos de programas de exercícios sobre o controle postural de indivíduos idosos saudáveis. O desenho do estudo foi um ensaio clínico simples-cego e aleatorizado com braços paralelos. Participaram da pesquisa 46 idosos (69,5±5,4 anos) divididos aleatoriamente em dois grupos de exercícios: multissensoriais (GMS) (com ênfase na estimulação proprioceptiva geral) e resistido (GR) (para os principais grupos musculares do corpo). As sessões de aproximadamente 1 hora de duração, ocorreram duas vezes por semana num período de 12 semanas no setor de condicionamento físico do Instituto de Medicina Física e Reabilitação (IMREA) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A avaliação do equilíbrio dinâmico foi feita por meio do teste Timed up and go (TUG). A avaliação do equilíbrio estático, pela plataforma de força e teste de apoio unipodal. Para avaliação das atividades funcionais dependentes do controle postural, foi usada a bateria de testes de Guralnik e escala de equilíbrio funcional de Berg. Também se realizou avaliação isocinética da articulação do tornozelo. Não foram observados efeitos adversos graves. Ao verificar os testes clínicos, apenas o TUG e bateria de testes de Guralnik apresentaram melhoras significativas após a intervenção pelo GMS, sendo que somente a melhora do TUG foi significante em relação ao GR. Quanto à oscilação corporal, apenas o GMS apresentou diminuição significativa da oscilação do centro de pressão na posição unipodal com olhos abertos nos sentidos: ântero-posterior e láteromedial e o GR apresentou apenas diminuição da velocidade de deslocamento do centro de pressão neste mesmo apoio; porém não houve diferenças entre os grupos. O GR apresentou melhora do pico de torque em 3 e o GMS em 6 (dos 8 grupos musculares avaliados) grupos musculares e apenas o GMS melhorou o trabalho dos dorsiflexores e flexores plantares, porém as diferenças entre os grupos não foram significativas. Embora os resultados apresentados pelo GMS tenham sido mais expressivos do que os do GR, os resultados deste estudo permitem afirmar que somente a questão do equilíbrio dinâmico apresentada pelo GMS foi melhor do que a do GR

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