Copa do Mundo de 1958: Tensões Sociais na Tentativa de Modernização do Futebol Brasileiro

Por: Miguel Archanjo de Freitas Junior.

IV Congreso Latinoamericano de Estudios Socioculturales Del Deporte - ALESDE

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Resumo

O objetivo do presente estudo foi analisar o papel atribuído e exercido pelo Plano Paulo Machado de Carvalho (PPMC), instituído pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) como um manual coercitivo que buscava "civilizar" os jogadores que iriam representar o Brasil na Copa do Mundo de Futebol de 1958. Após as derrotas sofridas em 1950 no Brasil e 1954 na Suíça, a CBD e parte da elite nacional, sentia-se envergonhada, não somente pelos maus resultados ocorridos dentro de campo, mas com a aparência e o comportamento dos jogadores que representavam o Brasil. Desta maneira, alguns membros desta elite resolveram tomar para si a responsabilidade de criar um projeto intelectual e ideológico que possibilitasse apresentar para a Europa e o restante do mundo a imagem/representação de um país moderno e civilizado. Ao realizar a análise qualitativa do material empírico produzido naquela conjuntura (Plano Paulo Machado de Carvalho, Crônicas e reportagens jornalísticas), tendo como aporte alguns conceitos presentes na teoria elisiana, contatou-se que o PPMC teve um papel importante na conquista do primeiro título brasileiro em uma Copa do Mundo de futebol, mas é fundamental perceber que a sua eficácia foi decorrente de uma preocupação generalizada deste planejamento, o qual pela primeira vez não ficou reduzido somente aos aspectos técnicos e físicos dos atletas. Neste plano levou-se em consideração as possíveis influências psíquicas, sociais e culturais dos jogadores. Diante disto, é necessário tomar cuidado para não reduzir processo a estado.
 

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