Corpo e Dança: em Busca do Sensível e do Estético

Por: L. I. A. Franco, , R. M. Ferreira e W. W. Moreira.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

A forma como compreendemos o corpo reflete diretamente em nossa atuação profissional. Se balizados pelo paradigma cartesiano, é comum matematizar o corpo e, por sua vez, relacionar o ser humano a uma máquina. A prática da dança, neste caso, mostra-se preocupada com a produção e o rendimento de técnicas limitadas ao desempenho físico, sendo comum priorizar a performance coreográfica. Por sua vez, o sentido de corpo a partir dos pressupostos fenomenológicos e da corporeidade, elucidam as percepções subjetivas e sensíveis como essenciais para o ensino da dança em prol da estética- em seu sentido mais epistemico- e da sensibilização do humano no praticante. Portanto, o objetivo deste trabalho foi investigar os conceitos de corpo apontados por 54 profissionais da dança em uma cidade do interior do Brasil, a fim de identificar tendências no ensino da modalidade. Pela metodologia exploratório-descritivo de abordagem qualitativa, a coleta dos dados foi realizada por meio de entrevista estruturada e, para a interpretação dos discursos utilizou-se a Técnica de Elaboração e Análise de Unidades de Significado. Os resultados apontaram que o entendimento de corpo como: expressão (70%); instrumento de trabalho (43%); corporeidade (34%); o corpo e mente (20%) e o biotipo (16%); como aspectos essenciais que constituem essa experiência. Observamos que o sentido de corporeidade evidenciados nas respostas, associaram a relação do corpo e da dança ao entendimento de existencialidade. Os sujeitos enfatizaram que o corpo não existe sem a dança e a que a dança não existe sem o corpo. De forma geral, o devir dançarino não se trata daquilo que é visível, mas, de se elevar através da arte e despertar olhares sensíveis e apreciadores para si, para os outros e para o mundo, interconectados nesse mistério de existir a partir de uma expressão ao mesmo tempo física, semântica, simbólica e ontológica do sujeito. Acreditamos que o sentido dado pelo sujeito praticante à dança recebe influência direta do professor, que é quem transmite os conhecimentos. Sua forma de sentir e entendê-la envolvem questões de ensino-aprendizagem, elaboração de aulas e trato com os alunos. As concepções dos professores sobre o significado do corpo na dança e suas interfaces com a corporeidade mostraram que eles estão interessados em alicerçar sua prática em aprendizagens significativas e que seus propósitos estão engajados na experiência de buscar a sensibilidade de se entregar às técnicas de expressão do movimento.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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