Corpo e Práticas Corporais na Formação em Pedagogia : Narrativas de Docentes das Universidades Públicas Paulistas

Por: Marília Del Ponte de Assis.

2019 00/00/0000

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Resumo

Resumo: Esta tese partiu de reflexões e inquietudes acerca dos conhecimentos que perpassam a formação inicial em Pedagogia, em específico no que se refere ao ensino das temáticas relacionadas ao corpo e às práticas corporais, em diálogo com o campo da Educação Física, recorte da pesquisa. Refletindo sobre como esses conhecimentos vêm se estruturando nos projetos político pedagógicos (PPP¿s) dos cursos de Pedagogia e se materializando no ensino superior, a investigação foi orientada pela seguinte problemática: como têm sido trabalhadas as disciplinas que tematizam o corpo e as práticas corporais nos cursos de formação de professores em Pedagogia das universidades públicas do estado de São Paulo? Ao eleger a constituição destas disciplinas como objeto de estudo, o interesse central foi pela sua organização a partir das experiências e dos saberes narrados pelos/as docentes responsáveis por elas, indo ao encontro do principal objetivo da pesquisa que foi analisar como as disciplinas relacionadas ao corpo e às práticas corporais nos cursos de Pedagogia vêm sendo trabalhadas por docentes cuja formação inicial é em Educação Física. A opção metodológica foi desenvolvida com a proposição do paradigma indiciário proposto por Ginzburg (1989) como inspiração e perspectiva de busca, compreensão e análise das fontes. Estas, por sua vez, foram levantadas por meio de programas das disciplinas (fontes documentais) e entrevistas (fontes narrativas), que tomaram forma num processo de construção dialógica de linguagem, segundo Bakhtin (2009; 2011). As reflexões sobre o corpo como construção cultural e os sentidos do corpo no fazer sensível se apoiaram em Soares (2006; 2014), Sant¿Anna (2000; 2005; 2006), Le Breton (2009; 2016a; 2016b), Vigarello (2003; 2016), dentre outros/as. O caráter vivido da experiência e os saberes docentes de distintas formações, como elementos que se entrelaçam na constituição do processo educativo, foram discutidos a partir de Larrosa (1994; 2016), Dewey (1979; 2010) e Tardif (2000; 2014). A confluência do referencial teórico com as fontes documentais e narrativas permitiu não só discutir este tema na formação inicial de professores e professoras, mas também suas possíveis reverberações didáticas no processo educativo que acontece na educação básica. Analisando os tempos e espaços das disciplinas nos currículos dos cursos de Pedagogia e, principalmente, nas narrativas docentes, percebe-se a presença, ainda que tímida, das temáticas sobre o corpo e as práticas corporais como conhecimentos, com maior ou menor ênfase na dimensão do fazer corporal. Defende-se com esse tipo de disciplina aquilo que não é possível encontrar em livros: a exploração sensorial, a ampliação dos sentidos do corpo todo, a oportunidade de tocar e ser tocado, de se expressar e ser visto por meio de diferentes linguagens que ultrapassam, por exemplo, a leitura e discussão de textos escritos.

Endereço: http://repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/334086

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