Corpo e Educação: o Diálogo Entre as Concepções de Epicuro, Sêneca e Santo Agostinho

Por: Dhênis Rosina.

2008

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Resumo

As reflexões sobre a historicidade da materialidade humana e do processo  educativo contribuem para a construção de uma prática pedagógica reflexiva  desprovida de um conteúdo reprodutivo, ingênuo e ideológico. Nesse entendimento,  a educação tem como seu fim último, a transformação social. Portanto, torna-se  objetivo deste trabalho entender a formação da concepção cristã de corpo e de  educação fundada por Santo Agostinho a partir dos elementos fornecidos pela  cultura helenística, particularmente os princípios elaborados por Epicuro e Sêneca. A  amplitude histórica que consiste o objeto desse estudo, foi considerada em sua  complexidade histórica, para isso, destacou-se as diferenças, bem como, as  particularidades de cada momento histórico, entendendo ser ele o fator decisivo para  a produção de idéias e de conceitos em cada período. Epicuro nos propõe uma  interpretação do conceito de corpo em sua materialidade, para ele, o homem estaria  livre de seus temores se conhecesse a essência de sua natureza; esse conteúdo  deveria assumir uma função educativa e promover o homem senhor de si próprio.  Sêneca, mesmo entendendo o homem em sua materialidade, considera alguns  aspectos transcendentes para a formação do homem. Assim, os conceitos de corpo  e de educação estavam imbricados, pois, era papel da educação libertar o homem  de sua materialidade. Com a organização do pensamento cristão, particularmente as  contribuições de Santo Agostinho, a materialidade humana foi compreendida como o  fator que impedia o homem de conhecer a verdade. Dessa forma, a educação, para  Santo Agostinho, assumia fundamental importância, pois, consistia em um processo  de interiorização, pelo qual, o ‘novo’ homem: santificado, se aproximava da única verdade e do sentido da vida: Deus. Apesar dos diferentes entendimentos em  relação ao conceito de corpo e de educação, percebe-se que Santo Agostinho  assumiu grande parte do conteúdo Greco-romano e o interpreta em sua ‘nova’ 
realidade espiritual. Esse diálogo entre o ‘novo’ e o ‘velho’ permite, pois, identificar o  que foi assimilado em termos de conceito, sendo significativo ainda, por oferecer  elementos para a reflexão desses conteúdos na atualidade.

Endereço: http://www.ppe.uem.br/dissertacoes/2008_dhenis.pdf

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