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Resumo

Falar de corpo neste milênio tem sido assunto de várias áreas, sendo (re)descoberto a partir da ótica dos sentidos, do comprometimento, da relação consigo mesmo, com o outro e com o mundo. Diferente de épocas anteriores, este curto século XX, é marcado por vários acontecimentos como a luta de classes, a liberação feminina, a liberdade sexual, o processo industrial, as grandes guerras mundiais. Porém, ao longo da história o corpo mulher sempre foi associado ao pecado, às restrições, à clausura. Resgatando o estudo do corpo mulher neste século, este esboço tem como pressuposto contextualizar, com base em uma pesquisa bibliográfica, em especial proposta pela coleção História da Vida Privada, dirigida por Philippe Aries e Georges Duby, como o corpo mulher tem sido visto, quer pela família, quer pela sociedade, quer pela profissão. No bojo da civilização industriala mulher sai do espaço privado para o público, solicitando igualdade no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, parecem, às vezes, empregar uma espécie de dupla jornada super-humana, dentro da qual elas tem que se desdobrar em atender o mercado de trabalho e o contexto familiar. Na família as relações centram-se no amor e o casamento não é mais arranjado, mas feito em comum acordo entre os noivos, gerando companheirismo, intimidade, respeito mútuo em consonância com interesses financeiros. Neste contexto, a sexualidade se valoriza e se legitima. O corpo mulher é erótico, sedutor, instigando a fantasia. A procriação é planejada e os métodos de contracepção passam a ser utilizados. A moda se altera, as mulheres usam calças compridas e o jeans é o tecido unissex. O culto ao corpo se estabelece tanto pelo uso de roupas como pelas questões ligadas às prevenções estéticas e de doença. Embora estas alterações tenham ocorrido, o quadro não é genérico, pois várias são as culturas que ainda colocam a mulher no patamar da submissão, mesmo às portas do ano 2000.

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