Correlação Entre a Avaliação Motora do Mds-updrs e o Movimento Rítmico em Indivíduos Acometidos Pela Doença de Parkinson

Por: Liana Mayara Queiroz Caland.

93 páginas. 2015 14/07/2015

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Resumo

Dentre os sintomas motores da doença de Parkinson, a bradicinesia é o sintoma que define o diagnóstico da doença. Diante disso, os métodos de avaliação motora para os pacientes com doença de Parkinson têm como base a identificaçã e caracterização da bradicinesia. A escala do MDS-UPDRS é o instrumento validado mais preciso para a avaliação dos sintomas motores, porém, ainda é um método subjetivo de avaliação. Portanto, a literatura não aponta qual é o melhor método de avaliação motora, que seja preciso, quantitativo e de simples aplicação. Assim, o finger tapping um teste é indicado para a identificação dos sintomas motores por meio da avaliação cinemática do movimento sequencial rítmico. Pata tentar elucidar esse problema, esse estudo teve o propósito de verificar a correlação existente entre a avaliação motora do MDS-UPDRS e o movimento sequencial rítmicos nos períodos ON e OFF da medicação, a partir da proposição do desenvolvimento de um equipamento que possibilite a avaliação motora para identificação e caracterização das alterações motoras precoces da doença de Parkinson. Foram avaliados 37 indivíduos com diagnóstico de doença de Parkinson e sob tratamento medicamentoso dopaminérgico. Os participantes foram submetidos a duas avaliações, uma no período ON e outra no período OFF, e em cada avalição foram feitas a avaliação motora e a avaliação do movimento sequencial pelo finger tapping test adaptado (FTT) executado unilateralmente em uma tarefa motora simples e sem estimulo sensorial externo. As amplitudes e frequências obtidas pelo FTT foram correlacionadas com o valor total da avaliação motora e a subescala de bradicinesia do MDS-UPDRS. As correlações revelaram que as amplitudes são indicadores melhores da bradicinesia (p ≤ 0,05) do que as frequências, sendo que houve correlação significante das amplitudes com o nível de severidade da doença (p ≤ 0,05) e com a subescala de bradicinesia (p ≤ 0,05) do MDS-UPDRS. Foi observado que as amplitudes diminuem a medida em que a bradicinesia aumenta e a doença progride, observando-se que a avaliação motora é mais precisa e fidedigna quando é realizada no período OFF da medicação. O movimento sequencial rítmico executado no ritmo mais confortável tem relação significante com a avaliação motora do MDS-UPDRS, porém, o movimento executado no ritmo mais rápido possível é mais indicado para a avaliação e caracterização da bradicinesia (p ≤ 0,01), como mostram os resultados que indicam correlação significante entre a amplitude da mão direita no rítmo mais rápido possível e a avaliação motora (r = -0,600; p = 0,0001), e entre essa amplitude e a subescala de bradicinesia (r = 0,509; p = 0,001). Também há correlação significante entre a amplitude mão esquerda no rtmo mais rápido possível e a avaliação motora (r = 0,533; p = 0,0001), e entre essa amplitude e a subescala de bradicinesia (r = 0,461; p = 0,002). 

Endereço: http://repositorio.unb.br/handle/10482/19180

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