Correlação Entre as Potências Médias no Drop Jump e no Dinamômetro Isocinético

Por: A. M. Vieira, B. L. S. Bedo, F. P. Mariano, F. S. Serenza, G. A. R. Rose, L. H. P. Vieira, P. R. P. Santiago e V. L. Andrade.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

O futsal vem conquistando um grande espaço dentro do cenário nacional e mundial. Durante a prática dessa modalidade, mudanças de direção, desacelerações e saltos são frequentemente realizados. Tais movimentações exigem altos valores de força, potência e demanda neuromuscular dos membros inferiores (MMII). Diferentes metodologias vêm sendo empregadas para avaliações de atletas. Uma delas é o dinamômetro isocinético (DI), considerado o padrão ouro para avaliação de força muscular podendo ser utilizado na reabilitação ou treinamento, no entanto é um instrumento de alto custo. Por esse motivo, a utilização de testes funcionais como o caso do Drop Jump (DJ) por ser de baixo custo, se torna uma opção viável para a avaliação do desempenho dos MMII. O presente estudo teve como objetivo avaliar a correlação da potência média encontrada no DI e a potência gerada na plataforma de força na execução do DJ. Participaram do estudo, dez atletas de futsal (178±0.06 cm, 78.95±10,55 kg). Foram realizados três repetições do Drop Jump em duas plataformas de força, para a obtenção dos valores da força de reação da componente vertical. Posteriormente, todos os dados foram normalizados com pelo peso dos participantes. O DI Biodex (Multi-joint System 4 Pro - New York - EUA) foi utilizado para análise dos músculos extensores do joelho em contrações concêntricas. Foram realizadas três series de 5, 10 e 20 repetições, respectivamente a 60º.s-¹, 180º.s-¹, 300º.s- ¹. A potência média do DI (PDIM) entre as repetições nas diferentes velocidades foram extraídas diretamente do software da Biodex. A potência máxima no DJ (PMDrop) foi calculada pelo produto da velocidade de extensão estipulada pelo marcador no sacro pela componente vertical da plataforma de força. Não foram encontrados resultados significativos quando comparados os valores de PMDI e PMDrop do lado esquerdo. No entanto quanto comparadas às mesmas variáveis do lado direito foi encontrado uma correlação forte (r = 0,652) entre os valores nas execuções a 300º.s-¹ no DI. Uma possível explicação para a relação entre a maior velocidade no DI com a potência do salto é que maiores velocidades angulares do DI podem se aproximar mais do desempenho (potência) do Drop Jump. A produção de potência na execução do DJ é dependente de todas as articulações dos MMII, diferente do DI, onde apenas a articulação do joelho é utilizada. Assim sendo, pode-se concluir no presente estudo que há uma relação entre a potência gerada no Drop Jump, um teste funcional, com a potência encontrada na velocidade de 300º.s-¹.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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