Correlação Entre o Pico do Sinal Eletromiográfico em Saltos e Valores Médios do Controle Postural em Atletas de Handebol e Praticantes de Musculação do Sexo Feminino

Por: Hyago Bernardes da Rosa, Igor Martins Barbosa, Lucas Souza Santos, Luiz Fernando Cuozzo Lemos, Samuel Klippel Prusch e Vinicius da Silva Lessa de Oliveira.

Revista Brasileira de Ciência & Movimento - v.26 - n.1 - 2018

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Resumo

O objetivo do presente estudo foi correlacionar valores da atividade eletromiográfica dos músculos de membros inferiores de saltos verticais com valores do controle postural de mulheres ativas. Fizeram parte do estudo 28 indivíduos, sendo todos mulheres, divididas em dois grupos, onde 16 se encontravam no Grupo Handebol (GH) e 12 no Grupo Musculação. Para aquisição do sinal EMG dos músculos foi utilizado um eletromiógrafo Miotec (Porto Alegre, Brasil), com quatro canais de entrada operando na frequência de 2000 Hz, para os músculos: bíceps femoral, reto femoral, vasto lateral, e gastrocnêmico medial. Para avaliação dos saltos, utilizou-se os saltos Squat Jump (SJ) e Counter Movement Jump (CMJ), sendo usada a média dos dois melhores saltos de cada categoria. O pico do percentual da contração voluntária isométrica máxima (CVIM) na fase de impulsão de cada um dos saltos foi utilizado para as correlações em cada um dos quatro músculos avaliados. O controle postural foi avaliado através do teste de permanecer o mais imóvel possível durante 30 segundos, em apoio bipodal e unipodal direito. As variáveis referentes ao controle postural foram oriundas da média do percentual da CVIM ao longo dos 30 segundos analisados do controle postural. Para análise dos dados foi utilizado teste ''t'' para amostras independentes. Já as correlações foram obtidas através do teste de Pearson, além do critério de Malina para avaliar a força de correlação entre as variáveis. O nível de significância para todos os testes foi de 5%. Como resultados foram observados que tais grupos possuem características físicas bastante semelhantes. Contudo, é de se pensar que, em virtude de tempos de práticas e horas semanais de atividades distintas, seus músculos possuam certas diferenças funcionais e morfológicas. Assim, a plasticidade muscular sendo resposta para as entre os grupos.Referências 1. Liz CM, Crocetta TB, Viana MS, Brandt R, Andrade A. 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