Correlatos da Atividade Física e do Comportamento Sedentário de Escolares de 11 a 15 Anos da Rede Pública de Ensino de Curitiba/pr 

Por: Eliane Denise Araujo Bacil.

167 páginas. 2017 29/06/2017

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Resumo

Para um maior entendimento da diminuição da atividade física e do aumento do comportamento sedentário a partir da adolescência é essencial considerar os efeitos independentes e interativos dos correlatos que podem afetar estes comportamentos. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi verificar a associação do estado nutricional, maturação biológica, apoio social e autoeficácia com o nível de atividade física e comportamento sedentário em escolares de Curitiba/PR. Participaram do estudo 2410 escolares (1204 meninos e 1206 meninas) com idades entre 11 e 15 anos, matriculados em escolas estaduais, do período diurno, da cidade de Curitiba/PR. Foram coletadas as medidas antropométricas de massa corporal, estatura e altura sentada. A avaliação da maturação biológica foi realizada pelas análises da Idade do Pico de Velocidade de Altura (IPVA) e Maturação Sexual. O nível de atividade física, comportamento sedentário, apoio social dos pais e dos amigos e autoeficácia foram analisados por questionários autorreportados. Para classificação do estado nutricional adotou-se pontos de corte específicos, para idade e sexo, para adolescentes. Regressão de Poisson foi usada para verificar a associação do estado nutricional, maturação biológica, apoio social e autoeficácia com a prática de atividade física e comportamento sedentário, com nível de significância estipulado em p?0,05. Pouco mais da metade (52,09%, n=1248) dos escolares são ativos, sendo os meninos em maior proporção (64,12%; p?0,01). O comportamento sedentário não apresentou diferenças entre os sexos. Foram associados com atividade física: moderado (RP=1,39; IC=1,23-1,57) e elevado (RP=1,60; IC=1,35-1,89) apoio social dos pais e dos amigos (RP=1,24; IC=1,09-1,41). Foram associados com comportamento sedentário: apoio social dos amigos (RP=1,13; IC=1,02-1,26) e autoeficácia (RP=1,13; IC=1,02-1,26). O sexo moderou a associação do apoio social dos amigos com o nível de atividade física e a associação da maturação sexual e autoeficácia com o comportamento sedentário. A idade dos escolares moderou a associação do estado nutricional, maturação somática e apoio social dos amigos com o nível de atividade física e a associação do apoio social dos amigos e autoeficácia com o comportamento sedentário. A classe econômica moderou a associação da maturação somática, apoio social dos amigos e autoeficácia com o comportamento sedentário. As meninas e os escolares de maior idade (13 a 15 anos) tendem a ser menos ativos e mais sedentários. Meninas mais velhas (13 a 15 anos) e de maior classe econômica (A/B) têm probabilidade maior de serem sedentárias e meninas mais novas (11 a 12 anos) de menor classe econômica (C/D/E) tendem a apresentar menor comportamento sedentário. Conclui-se que o apoio social dos pais e dos amigos foram correlatos da atividade física e o apoio social dos amigos e a autoeficácia foram correlatos do comportamento sedentário. As possíveis influências dos correlatos da atividade física e do comportamento sedentário variam conforme as características sociodemográficas dos adolescentes. Alguns subgrupos precisam de atenção especial: meninas, de maior idade e de maior classe econômica e escolares mais velhos, pois tendem a apresentar menor nível de atividade física e maior comportamento sedentário.

Endereço: http://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/48964

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