Crença de Auto-eficácia Para a Prática Regular de Atividade Física

Por: Roberta Azzi e Roberto Tadeu Iaochite.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

A produção do conhecimento ressaltando os benefícios da atividade física
vem crescendo exponencialmente nos últimos anos e, na contramão dessa
constatação, estudos apontam para o crescente índice de sedentarismo mundial.
A literatura tem apontado para uma série de fatores determinantes e, dentre
eles, a crença de auto-eficácia tem sido um importante foco de estudo com
resultados signifi c ativos, principalmente na literatura int e rna c iona l .
Compreendida como a percepção na própria capacidade para realizar
determinadas ações ou comportamentos, a crença de auto-eficácia tem sido
apontada como um fator de mediação nos processos de seleção, esforço e
motivação para o engajamento na atividade física. Os objetivos desse estudo
foram: a) investigar a crença de auto-eficácia para a prática de exercícios; b) os
motivos da adesão à prática. Participaram do estudo, universitários e integrantes
de grupos de 3ª idade do município de Taubaté (n=295) que, após consentirem
à coleta e à divulgação dos resultados, responderam a dois instrumentos: a)
escala de auto-eficácia para a prática de exercícios e b) questionário de
caracterização. Resultados apontaram em relação à percepção de auto-eficácia
para a prática de atividade física que 42% do grupo investigado apresentaram
níveis positivos de auto-eficácia, seguidos por 33% com a percepção de que
possuíam um nível médio de auto-eficácia e 25% apresentaram baixo nível de
auto-eficácia para a realização do comportamento em questão. Quanto aos
principais motivos de adesão foram destacados, a sensação de prazer advinda
da prática (21,11%), as experiências anteriores positivas associada com outros
motivos (17,9%), por recomendação médica (12%), entre outros. Uma vez
que o referencial teórico adotado destaca que a crença de auto-eficácia é
preditora de ação e que estabelece relações com os processos seletivo, afetivo
e motivacional, é possível haver consonância entre os resultados obtidos e o
constructo da auto-eficácia como preditor de comportamento e, a partir do
princípio da interação recíproca dado pela Teoria Social Cognitiva, estabelecer
relações entre a percepção de auto-eficácia para o exercício e a regularidade da
prática de atividade física destacada pelos participantes desse estudo.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/75_Anais_p403.pdf

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