Crescimento e Desempenho Motor de Escolares Pré-púberes

Por: e Valdir José Barbanti.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Introdução: No estudo do crescimento físico e do desempenho motor, aspectos relacionados ao desenvolvimento maturacional sempre foram negligenciados. O desempenho motor de crianças, fundamentalmente aqueles que exigem diferentes tipos de força, é enormemente afetado pela maturação e ainda apresenta dificuldades de entendimento. Nesse sentido, o estudo teve como objetivo analisar a influência do crescimento físico no desempenho motor de escolares pré-púberes de 6 a 12 anos. Material e métodos:A amostra foi intencionalmente composta por 173 escolares de escola pública. As medidas de estatura, peso corporal e dobras cutâneas foram obtidas para avaliar o crescimento; testes de abdominal modificado em 1 minuto, salto em distância parado e teste modificado de barra foram realizados para caracterizar os diferentes tipos de força. Para a determinação do estágio maturacional dos pré-púberes, recorreu-se ao padrão PH1 de Tanner. Estatística descritiva, análise de regressão múltipla e ANOVA one-way e post-hoc de Tukey foram utilizadas.Resultados: Os resultados demonstraram que em todas as variáveis analisadas o comportamento foi crescente com o passar dos anos, à exceção da soma de dobras. As principais diferenças relacionadas ao crescimento entre os grupos etários foram observadas a partir dos 9 anos para estatura, 10 anos para o peso corporal. Quanto ao desempenho motor, apenas nos testes modificado de barra e abdominal foram observadas diferenças significantes com o passar dos anos, sobretudo a partir dos 10 anos. Quanto à influência do crescimento nos resultados dos testes, a idade foi a maior responsável, sendo o coeficiente beta de 0,42, 0,57 e 0,55 para salto em distância, teste modificado de barra e abdominal respectivamente. Em seguida as principais influências revezaram entre peso corporal e a estatura, sendo a estatura com os coeficientes betas mais baixos (0,27, -0,24 e 0,16 respectivamente). Os valores de R ajustado demonstraram que o teste de salto em distância sofreu maior influência do crescimento que os demais, sendo de Raj 0,53. Os demais coeficientes ficaram abaixo de 0,25. Conclusão: O crescimento estatural demonstrou ser uma variável que não interfere nos resultados dos testes de força, sobretudo no período pré-pubertário. Além disso, fatores associados à experiência na execução dos testes pareceram ser o maior responsável pelas diferenças nos grupos etários avaliados.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/66_Anais_p303.pdf

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