Crescimento da Pessoa com Síndrome de Down: Contribuição Para a Construção de Um Referencial

Por: Fábia Freire da Silva.

2012 02/02/2012

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Resumo

A Síndrome de Down (SD) é a mais prevalente anomalia genética resultante de um cromossomo extra no par 21. As pessoas com SD apresentam diversas características que acarretam alterações físicas e intelectuais, sendo responsável por 1/3 dos casos de deficiência intelectual moderada e grave. Dados epidemiológicos brasileiros revelam incidência de 1:600 nascidos vivos, variando de acordo com a idade materna e paterna. O crescimento difere-se dos outros indivíduos da população sem síndrome, pois embora se mantenha relativamente constante no início do estirão de crescimento ao atingi-lo a estatura é inferior, resultando, assim, numa estatura mais baixa. O crescimento de pessoas com SD tem sido estudado há mais de 80 anos e curvas de crescimento têm sido desenvolvidas em países como Estados Unidos, Holanda, Suécia, Reino Unido, República da Irlanda, dentre outros, sendo a curva utilizada como referência a americana desenvolvida por Cronk et al em 1988. Neste estudo observou-se que, durante a puberdade, o crescimento para o sexo feminino dos 10 aos 17 anos houve redução de 27%, já para o sexo masculino, dos 12 aos 17 anos um decréscimo de 50%. Entretanto, estas curvas são consideradas inadequadas para uso em nossa população. Este estudo teve como objetivo caracterizar os padrões de crescimento de pessoas com SD do município do Estado de São Paulo. A metodologia baseou-se em um estudo descritivo de corte transversal onde foram selecionadas escolas e instituições especializadas do município do Estado de São Paulo e realizadas coletas de dados antropométricos (estatura, massa corporal e pregas cutâneas tricepital e subescapular) de pessoas com SD do sexo feminino e masculino na faixa etária de 07 (sete) a 18 (dezoito) anos. O estudo foi dividido em quatro artigos, sendo o primeiro como proposta da revisão de literatura sobre as curvas de crescimento utilizadas nacionalmente e internacionalmente, o segundo estudo abordou a questão da obesidade entre crianças e jovens com SD, o terceiro e o quarto estudo teve como objetivo a elaboração de uma curva de crescimento em estatura e massa corporal, de 9 a 10 anos e 13 a 15 anos, respectivamente, contribuindo assim, para a elaboração de um referencial nacional. Os dados foram tabulados através do software Microsoft Excel 2007 e foi utilizado o pacote estatístico SPSS 17.0. Os dados foram analisados através da estatística descritiva (média e desvio padrão e percentis). Os resultados demonstraram que para a avaliação de crianças e adolescentes com SD quanto ao seu crescimento são recomendadas curvas próprias para um referencial da população brasileira, já que carecemos de dados específicos para a população em questão. 

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000849337&opt=1

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