Crianças, o Que Elas Querem e Precisam do Mundo, do Adulto e Delas Mesmas?

Por: Andrize Ramires Costa.

2011 18/03/2011

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Resumo

Nesse estudo tivemos como objetivo central uma reflexão diferenciada sobre o ser criança, seus desejos e suas necessidades, enfim, nos preocupamos em investigar o que elas realmente querem e precisam para seu desenvolvimento humano. O foco central da pesquisa constituiu-se, assim, num estudo teórico, mas que permitiu um diálogo com a prática, ou seja, a realidade empírica. Dessa forma, diferentes aportes teóricos, como a Filosofia, Sociologia e Psicologia Gestáltica foram utilizados para aprofundar o entendimento e avançar em proposições com relação ao objetivo de pesquisa. Ficou evidente já nos primeiros passos da investigação, um forte Gerenciamento da criança, possível de ser visto também como um culto hegemônico em nossas creches atualmente. Nesse contexto, a criança é sempre a mais prejudicada, pois é obrigada a absorver uma gama de expectativas e esperanças de mudanças, muitas vezes esquecendo-se do que ela é, quer e deseja do mundo. Assim, afirmamos no decorrer dessa pesquisa que ao depositar na criança suas intenções, o adulto rouba a sua condição de ser criança, e de viver o presente sem preocupar-se com o passado e principalmente com o seu futuro. Para tanto, buscamos aprofundar nessa pesquisa não só aspectos históricos relacionados à criança, Educação Infantil e Educação Física, mas também expor como se encontram os estudos referentes a essa problemática, bem como apontar alguns pressupostos para a compreensão desse ser criança. Dentre esses pressupostos, apontamos um novo olhar para a brincadeira, que é entendida como o próprio “Brincar e Se-Movimentar” da criança, ou seja, é através do seu livre “Brincar e Se-Movimentar” que a criança dialoga, interage e percebe o mundo, a si e os outros, e principalmente, se expressa, mostrando-nos quais são seus desejos, medos, prazeres, angústias, necessida- des, traumas, enfim seus sentimentos, cabendo a nós auxiliarmos, ou seja, participarmos através de um ativo acompanhamento dessas crianças e descobrirmos com elas o caminho para um desenvolvimento Integral que possa contribuir de forma significativa para uma formação mais emancipada. Nos momentos finais, apontamos como o “Brincar e Se- Movimentar” se apresenta e vem representando as poucas oportunidades, tanto das crianças, quanto dos adultos, de se encontrarem naquilo que fazem e viverem o presente de suas vidas de forma mais intensa e plena. Afinal o “Brincar e Se-Movimentar” além de ser uma necessidade natural, também é o meio que ela precisa para crescer e desenvolver-se à sua maneira. Do ponto de vista da Educação Física, o respeito ao brincar e a consciência no presente do que se faz, parece ser uma maneira de procedermos enquanto professores, no sentido de sermos facilitadores na luta da criança pela sobrevivência. Assim, concluímos essa pesquisa com uma série de preocupações a mais do que quando foi iniciada, ou seja, o aumento do problema, que alguns autores chamam de “Gerenciamento Infantil”, ou seja, controle total sobre a vida da criança pelo adulto e a ausência de poder da Educação e em especial da Educação Física de interferir nesse processo. A falta de autoridade educacional em poder dizer que em lugar de uma Educação Infantil nos moldes formais da escolarização precoce, se promova, realmente e na prática, conforme destacamos nessa pesquisa: um ativo acompanhamento ao processo de desenvolvimento integral da criança via “Brincar e Se-Movimentar”. 

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