Cross Fit: Método Funcional ou Rendimento?

Por: C. B. Silva, L. C. Magalhães, N. L. Araújo e S. P. Rodrigues.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

Capacidade funcional é a habilidade para realizar as atividades normais da vida diária (como caminhar, subir escadas, carregar sacolas de compras, levantar de uma cadeira ou pendurar roupas no varal) com eficiência, autonomia e independência. Dentro dessa perspectiva, surgiu uma modalidade de treinamento chamado CROSS FIT, intitulado por seus adeptos e chamados coach (treinadores) é um método de treinamento que contempla todos os aspectos necessários para desenvolver as atividades diárias com segurança e eficiência, sejam eles físicos ou psicológicos. O resultado final desse treinamento é justamente estarmos acima da média quando o assunto é condicionamento físico e consequentemente acima da média em saúde e qualidade de vida. Porém, essa visão de uma prática individualizada é deturpada, pois esse treinamento é realizado de forma coletiva em seus galpões por adeptos jovens e adultos que buscam resultados e não uma melhoria de uma capacidade funcional como, por exemplo, um indivíduo de 60 anos que perdeu sua capacidade funcional de coordenação, agilidade, equilíbrio e força para ir ao supermercado e trazer suas compras. O objetivo desse trabalho é analisar a real funcionalidade do treinamento do cross fit, que por sua vez é vendido como treinamento individualizado, mas não segue os princípios do treinamento desportivo. Esse estudo é caracterizado por uma pesquisa de campo de modo exploratório, com abordagem qualitativa, onde foram entrevistados professores desses galpões e academias, onde buscamos identificar os princípios do treinamento individualizado, onde tanto é pregado e vendido no treinamento cross fit. A partir desse estudo, podemos concluir que, no treinamento cross fit, sua metodologia de periodização foge do treinamento individualizado, não tendo uma avaliação individual, testes simples como o próprio FMS (testes de mobilidade articular) objetivando suas necessidades funcionais perdidas ou melhoradas com o treinamento desejado. Percebeu-se neste treinamento que as pessoas são encaminhadas de forma grupal para o WOD do dia, ou seja, o treino do dia, buscam em primeiro lugar estética, performance e rendimento, nunca uma simples melhora na sua capacidade funcional das tarefas do seu dia-a-dia. Apoio: Fametro.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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