Danças de Cirandas: Uma Manifestação de Lazer na Cultura Corporal e Lúdica de Tarituba

Por: Sergio de Lima Trinchão.

2008 18/07/2008

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Resumo

O presente estudo tem como lócus de observação a vila de Tarituba, 3º Distrito do Município de Paraty, no sul do Estado do Rio de Janeiro, cuja comunidade Caiçara há algumas décadas, procura manter suas memórias, origens, histórias e tradições, através de bailes, festas, danças e outras manifestações culturais. É nesses encontros e nessas apresentações que esse estudo irá se aprofundar, a fim de compreender a Ciranda como manifestação de lazer na Cultura Corporal e Lúdica da cidade e verificar como se constroem os conhecimentos do senso comum, do saber do cotidiano, produzidos nos discursos e nas ações dos cirandeiros de Tarituba. Trata-se de estudo descritivo exploratório, com abordagem qualitativa, de natureza etnográfica interpretativa aonde, foram realizados entrevistas semi-estruturadas e os discursos analisados segundo Eni Orlandi. (2004). A sociedade Caiçara, com raízes em Tarituba, como outras populações tradicionais não urbanas, é marcada pela oralidade e pela memória, sem ter marcas escritas registradas. O presente trabalho, acompanhando a perspectiva de Diegues (2005), Gabriel (2003) e Frade (1983), quanto à importância da pesquisa e o do registro da sociedade Caiçara da era moderna, espera contribuir para que manifestações espontâneas como as danças de Cirandas praticadas em Tarituba não sejam banalizadas, afrontadas pelo consumo e destituídas do seu caráter original. O movimento de bailes de Cirandas e a organização de um Grupo de danças folclóricas parece se apresentar como resistência aos apelos da modernidade em uma cidade de pescadores afetada pelo progresso e pela especulação imobiliária do entorno da Costa Verde. Festeja-se com alegria, respeito e fraternidade, estimulando a continuação dessas atividades como forma de preservar seus valores sociais, culturais, morais e éticos. O povo de Tarituba canta e dança seus costumes para festejar o trabalho e o lazer. Segundo Duvignaud (1983), as festas coletivas se insinuam nos interstícios das civilizações no momento em que são abaladas pelas mudanças que alteram a cultura estabelecida. Em Tarituba, nos momentos de baile e dança das Cirandas, é que a diversão e as transformações, evidenciam sentimentos, histórias e sonhos de uma gente simples que se fortalece a medida que estão juntos, compartilhando esses momentos. Um híbrido cultural vem se instalando entre os jovens da cidade: a ciranda elétrica, própria da era desses nativos digitais

Endereço: https://www.dropbox.com/s/pe6cesxtx6atdn7/UGF.00369.pdf

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