Deficiente Auditivo: Exclusão Paralímpica

Por: Amanda de Assis Gomes, Gustavo Henrique Nicolas Pereira e Maria Cicília Lopes Rolim.

XV Congresso de História do Esporte, Lazer e Educação Física - CHELEF

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Resumo

O desporto para surdos é um meio fundamental para que eles se sintam parte da sociedade, obtendo autonomia e criando sua própria linguagem com pessoas que possuem as mesmas condições auditivas. Estes esportes necessitam de adaptações na arbitragem, como a utilização de sinais visuais como luzes, cores e libras. Possui sua própria confederação, a CBDS (Confederação Brasileira de Desporto de Surdos), a qual, no entanto, não está inclusa no CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro). Tem seu próprio campeonato, a Surdolímpiada, que não tem visibilidade, reconhecimento e apoio financeiro considerável. Em seu início, de 1924 a 1965, era conhecido como Jogos Internacionais Silenciosos, e, posteriormente, de 1966 a 1999, como Jogos Mundiais Silenciosos, sendo a competição esportiva mais antiga depois das olimpíadas. Este trabalho aborda os principais motivos que levam a CBDS a não fazer parte das Paralímpiadas, baseado nas teorias de Max Weber. Este é de natureza básica, não experimental, e a forma de abordagem é qualitativa, de objetivo exploratório. Quanto aos procedimentos técnicos, foram utilizados pesquisas bibliográficas na base de dados Periódicos CAPES. Segundo Max Weber, a única forma de manter a organização de um grupo de pessoas é a partir da burocracia, tendo como principais características as regras, regulamentos e critérios de admissão. Outra linha de pensamento de Weber é sobre a vontade excessiva de ganhar dinheiro. Concluiu-se que para incluir deficientes auditivos nas Paralímpiadas e para que haja interação entre os atletas, os juízes e os demais participantes de todas as modalidades, torna-se necessária a contração de muitos intérpretes, não sendo vantajoso para as entidades financeiras que patrocinam o evento.

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