Desempenho Motor de Escolares de área Sócio-economicamente Privilegiada no Rio de Janeiro

Por: Carlos M. Carvalho, Christian Cardoso, Eduardo Meirelles, Francis Paiva, Irocy G. Knackfuss, Luis Antonio dos Anjos, Sérgio G. Costa, Simone Schlosser e Valéria Martins Suhet.

I Congresso internacional de Educação Física de Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Com o advento da tecnologia, o exercício físico foi colocado em segundo plano. A atividade física deu lugar, em grande parte, ao sedentarismo, comprometendo assim o funcionamento normal do organismo. Além da aptidão física ser considerada uma qualidade importante para a manutenção do funcionamento orgânico normal, seu estudo procura investigar seus componentes (estruturais, motores e orgânicos) e efeitos do treinamento físico em grupos de indivíduos diferentes. Sabendo que o desempenho motor é um comportamento da aptidão física, testes motores são empregados para o seu diagnóstico sob condições conhecidas e no selecionamento de grupos para a participação em atividades planejadas. É importante lembrar que fatores estruturais como a composição corporal, podem influenciar os resultados (CURETON, BOILEAU, LOHMAN, 1975). Neste trabalho procuramos investigar o desempenho de crianças de 7 a 11 anos em determinados testes motores. Participaram desse estudo 246 crianças de uma escola (Colégio Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro) localizada no bairro da Tijuca, área sócioeconómicamente privilegiada. Os testes motores incluíram os testes de preensão manual (dinamometria com ambas as mãos, impulsão vertical, "Shuttle run", número de abdominais em 1 minuto e impulsão horizontal. Observa-se nesse estudo: Quantoaosexo, podemos observar que os meninos apresentam resultados significativamente superiores aos 10 e 11 anos, sendo que alguns testes (impulsão horizontal e "shuttle run") a diferença era significativa em todas ou quase todas as idades. Quanto as faixas etárias, em geral os meninos não apresentaram diferenças significativas entre 7 e 8 anos e também entre os 9 e 10 anos. Esse comportamento foi semelhante ao das medidas antropométricas analisadas anteriormente (MEIRELLES, SUHET, SCHLOSSER, BACHUR, QUIN-TERN, SANTOS, ANJOS, CARVALHO & KNACKFUSS, 1989). Quando comparada com outras populações, as crianças investigadas nesse estudo apresentam valores similares nos testes de preensão manual às crianças pertencentes à áreas desprivilegiadas. Apesar da elevada adiposidade das crianças investigadas nesse estudo em relação às áreas desprivilegiadas, os resultados no teste de impulsão vertical foram significativamente superiores.

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