Desenvolvimento de Aparato de Alongamento e Seus Efeitos no Músculo Esquelético de Ratas Idosas: Avaliação Histomorfométrica e Molecular

Por: Talita Gianello Gnoato Zotz.

170 páginas. 2014 12/09/2014

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Resumo

Tem sido demonstrado que exercícios de alongamento podem melhorar a flexibilidade, equilíbrio, bem-estar e independência em idosos. No entanto, apesar destes exercícios comumente constituírem programas de treinamento, ainda não estão esclarecidas quais são as adaptações morfológicas e moleculares induzidas pelos exercícios de alongamento no músculo esquelético de idosos. Objetivo: desenvolver aparato de alongamento e avaliar os efeitos agudos do alongamento mecânico passivo estático na morfologia, sarcomerogênese e na modulação de importantes componentes da matriz extracelular do músculo sóleo de ratas idosas. Métodos: O estudo foi dividido em 4 etapas: Etapa 1 (estudo piloto); Etapa 2 (experimento) e Etapa 3 (imunohistoquímica), Etapa 4 :análise da expressão gênica por reação em cadeia polimerase em tempo real (RT- PCR). Etapa 1: realizado com 6 ratas jovens (3 meses) e 6 ratas idosas (15 meses), para padronizar a utilização do aparato de alongamento e comparar a força necessária para promover o exercício entre ratas jovens e idosas; Etapa 2: foram utilizadas 15 ratas idosas, com 26 meses, divididas em dois grupos: alongamento (n=8,GA) e controle (n=7,GC). O protocolo de alongamento consistiu em uma série de 4 repetições de 1 minuto com intervalo de 30 segundos entre cada repetição. O alongamento foi realizado no músculo sóleo esquerdo, 3 vezes por semana, durante 1 semana, sempre no mesmo horário do dia, totalizando 3 sessões de alongamento,. Para tanto, as ratas foram anestesiadas por via inalatória com isoflurano (5% para 2,5 l O2 min -1). Após as três sessões, as ratas foram anestesiadas para retirada do músculo sóleo esquerdo, e então ortotanasiadas e as seguintes análises foram realizadas: área de secção transversa das fibras musculares e número de sarcômeros em série; Etapa 3: imunohistoquímica para quantificação de colágeno I, III e TGFβ-1. Etapa 4: análise da expressão do gene TGFβ-1. Resultados: Etapa1: Foi verificado decréscimo na força necessária para promover o alongamento em ratas idosas quando comparada as jovens (0,48±0,04 N vs 0,65±0,04 N, p<0,05, Kruskal-Wallis); Etapa 2: foi verificada redução na área de secção transversa das fibras musculares do GA quando comparadas ao GC (p=0,0001, Kruskal-Wallis); não houve diferença no número de sarcômeros em série intergrupos (p=0,94, ANOVA); Etapa 3: a porcentagem de colágeno I foi significativamente menor no GA quando comparado ao GC (p=0,01, Kruskal-Wallis), assim como a porcentagem de TGFβ-1 (p=0,04, Kruskal-Wallis); já o colágeno III foi significativamente maior no GA do que no GC (7,06±6.88% vs 4,92± 5,30%, p=0,01, Kruskal-Wallis). Etapa 4: a expressão gênica de TGFβ-1 foi significativamente menor no GA quando comparado ao GC (p=0,005, ANOVA). Conclusão: O aparato desenvolvido foi eficiente para promover o alongamento muscular mecanicamente e, foi necessário menor aplicação de força para induzir o alongamento em ratas idosas, o que pode ser atribuído a redução de torque passivo característico do processo de envelhecimento. Além disso, o alongamento agudo induziu atrofia muscular, apesar de favorecer a mecanotransdução e ter ação antifibrótica

Endereço: http://www.pgedf.ufpr.br/Teses.html

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