Desenvolvimento de Um Instrumento Para Identificar as Barreiras Para a Prática de Atividade Física em Crianças

Por: Patricia Becker Engers.

104 páginas. 2016 15/06/2016

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Resumo

Diversos aspectos podem influenciar o envolvimento em atividades físicas, sendo eles de cunho biológico, social e ambiental. Entre estes aspectos encontram-se as denominadas barreiras para a prática de Atividade Física (AF), que são definidas pela literatura como empecilhos da vida diária que podem impedir a prática de maneira regular. Apesar de ser um tema bastante pesquisado nas últimas décadas, em uma busca realizada nas principais bases de dados da área de saúde (PubMed, SciElo e Lilacs), não foram encontrados estudos que tenham investigado as barreiras percebidas para a prática de AF em crianças brasileiras. O conhecimento sobre a temática nesta faixa etária é, entre outras coisas, afetado pela inexistência de instrumentos validados para esta finalidade. Neste sentido, o presente estudo objetivou desenvolver um instrumento para identificar as barreiras para a prática de AF em crianças. Foi realizado um estudo de validação de caráter observacional com delineamento transversal com população de escolares de 06 a 09 anos da cidade de Uruguaiana/RS. A elaboração do instrumento se deu a partir de diversas etapas: construção da matriz teórica; validação de conteúdo; levantamento das barreiras através de questões abertas aplicadas por Proxy-report (n=100) e grupos focais (pais ou responsáveis e crianças). Constituindo um questionário composto por 29 questões fechadas. Após realizar o teste de clareza do instrumento, foi realizada a aplicação do mesmo, por Proxy-report (n=293) para verificar a validade de construto (Análise Fatorial Exploratória) e a consistência interna (Coeficiente Alfa de Cronbach). Depois de uma semana, os mesmos pais ou responsáveis foram convidados a responder o questionário em reteste (n=168) verificando-se a concordância (Índice Kappa). A análise fatorial exploratória distribuiu as 29 questões em seis fatores, com variância total de 55,6%. Todos os itens que definiram os fatores obtiveram carga maior que 0,4 e eingenvalues acima de 1,0. Na análise de consistência interna, as correlações item-total variaram de 0,23 a 0,64 e o valor total de alfa foi de 0,90. A reprodutibilidade variou entre 0,43 e 0,78. Dezenove questões atenderam todos os critérios adotados para o estudo, constituindo um instrumento que apresenta validade e fidedignidade adequadas para identificação das barreiras para prática de AF em crianças.

Endereço: http://guaiaca.ufpel.edu.br/bitstream/prefix/3759/1/Patricia%20Becker%20Engers.pdf

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