Desenvolvimento de Força em Crianças e Jovens nas Aulas de Educação Física.

Por: Fernando Cesar Camargo Braga.

2007 00/00/0000

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Resumo

A força é das capacidades motoras a mais importante para o movimento. Visto que não há movimento em que a mesma não se faça presente. Desta forma, a força se torna importante para as atividades competitivas e recreativas. O que nos leva a sugerir que o desenvolvimento da força faça parte dos planejamentos das aulas de Educação Física. Portanto este estudo teve por objetivo verificar a eficácia de um programa de treinamento de força nas aulas de Educação Física em adolescentes do sexo masculino com idades variando entre 10 e 14 anos. E, também, o resultado do treinamento nas suas expressões de força máxima, força explosiva e força-resistência dos escolares. Participaram do estudo 230 alunos do sexo masculino (10 a 14 anos), após assinarem um termo de consentimento. O grupo experimental (GE=131) participou do programa de treinamento durante 12 semanas, duas vezes por semana. Os exercícios realizados eram pliométricos e calistênicos, sem uso de aparelhos. A execução dos exercícios se deu em forma de circuito. O tempo de treinamento era de 15 minutos durante as aulas de Educação Física. O grupo controle (GC=99) não participou das atividades especificas para o desenvolvimento da força, mas mantiveram as atividades normais das aulas de Educação Física. A força máxima, a força explosiva e a força de resistência foram avaliadas através dos testes de abdominal, salto em distância, arremesso de bola medicinal, dinamometria de mão e barra modificada. Para análise descritiva foram utilizadas a média e o desvio padrão. Às comparações intra-grupos, utilizou-se o teste t pareado e para as comparações inter-grupos, o teste U de Mann-Whitney. Para verificar o poder de observação utilizou-se o Teste Medidas Repetidas. O nível de significância adotado foi 5%. Para verificar a influência da maturação, utilizou-se a Análise de Medidas Repetidas, com covariância da maturação. O grupo experimental apresentou, em todos os testes analisados, aumentos significativos. Já o grupo controle apresentou, em alguns testes, aumentos na média, porém não de forma significativa. Na comparação dos valores inter-grupos observamos que em todos os testes analisados o grupo experimental apresentou aumentos maiores e significativos do que o grupo controle. Na análise de medidas repetidas co-variando a maturação verificou-se influência estatisticamente significativa em alguns testes e em algumas idades. Os resultados mostraram que, para esta amostra, o programa de treinamento de força foi eficaz para aumento das três expressões de força no grupo experimental. E que 12 semanas não foram suficientes para que o grupo controle mostrasse aumentos significativos nas três expressões de força.

Endereço: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12164

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