Desigualdade Estrutural Discreta de Membros Inferiores é Suficiente Para Causar Alteração Cinética na Marcha de Corredores?

Por: Carla Sonsino Pereirai e Isabel de Camargo Neves Sacco.

Acta Ortopédica - v.16 - n.1 - 2008

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Resumo

Desigualdade de membros inferiores (DMI) está presente em cerca de 70% da população geral, podendo ser do tipo estrutural onde existe diferença no comprimento de estruturas ósseas, ou funcional, como resultado de alterações mecânicas dos membros inferiores. A desigualdade pode ainda ser classificada quanto a sua magnitude, sendo discreta, moderada, ou grave. As desigualdades discretas têm sido associadas especificamente à fratura por estresse, dor lombar e osteoartrite, e quando uma desigualdade está presente em indivíduos cuja sobrecarga mecânica é acentuada pela sua prática profissional, diária ou recreativa, estas alterações ortopédicas podem se manifestar precoce e gravemente. O objetivo deste estudo foi analisar e comparar a força reação do solo (FRS) durante a marcha de corredores com e sem DMI discreta. Os resultados mostraram que os sujeitos com desigualdades de 0,5 a 2,0 cm apresentaram no membro menor maiores valores da força vertical mínima (0,57 ± 0,07 PC) em relação ao membro maior (0,56 ± 0,08 PC). Logo, sujeitos com DMI discreta adotam mecanismos compensatórios capazes de gerar sobrecarga adicional ao sistema musculoesquelético para promover uma marcha simétrica como demonstrado pelos valores do Índice de Simetria Absoluto das variáveis da FRS vertical e horizontal.

Endereço: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-78522008000100005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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