Desporto, Lazer e Estilos de Vida: Uma Análise Cultural a Partir de Práticas Desportivas Realizadas nos Espaços Públicos da Cidade do Porto

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2000 11/12/2000

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Resumo

Reconhecendo o desporto como um fenômeno cultural com significações hegemonicamente difundidas na sua versão oficializada, procurei conhecê-lo em expressões particulares, quando praticado no lazer. Partindo de um debate entre diferentes abordagens e interpretações, questionei se o desporto se manifesta de uma forma homogênea, ou se é uma prática heterogênea, que pode ser apropriada a partir dos sentidos atribuídos pelos praticantes. Esta pergunta conduziu à abordagem etnográfica de investigação, que visou compreender comparativamente maneiras específicas de praticar o desporto, sustentando-se nos discursos e nas ações dos indivíduos que o praticam (três grupos). Com base nas interpretações desenvolvidas, tentei ampliar a compreensão geral do fenômeno, dialogando com teorizações sobre a temática, o que visou ainda saber em que medida estas se conciliam com as realidades estudadas. Isto levou-me a concluir que: as realidades desportivas investigadas apresentam semelhanças e diferenças entre si; o desporto praticado nestes contextos diferencia-se bastante do desporto oficial; as atividades investigadas, tanto se assemelham, como diferem de outras, com as quais foram comparadas, estas que também apresentaram semelhanças e diferenças entre si; entre estas últimas, foram evidenciadas práticas que, mesmo no lazer, se assemelham ao desporto oficial. Estes resultados foram encontrados nas relações com produções sociológicas sobre o desporto e sobre o lazer, analisadas sob vários aspectos: regras; arbitragem; dinâmica dos jogos; resultados; competitividade; divertimento; rendimento; sucesso; comparação; acesso; saúde; convívio; escape; tempo; atitude. É então possível afirmar que: o universo desportivo é heterogêneo, o que foi observado também no âmbito interno dos grupos estudados; sendo, então, um universo plural, o desporto é difícil de ser apreendido por teorizações abrangentes; as formulações generalizantes mostraram-se frágeis na conciliação com a realidade empírica estudada; e as tentativas de classificação das práticas desportivas também se revelaram insatisfatórias, não passando de tipos ideais.

Endereço: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/105084

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