Determinação da Velolcidade Critica Como Referencia do Limiar Anaerobio Para o Nado Costas

Por: Alessandro Custodio Marques.

2009 15/08/2009

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Resumo

A utilização de protocolos não-invasivos na determinação das respostas metabólicas aeróbio-anaeróbio de atletas tem se tornado constante na busca de índices que possam auxiliar no controle de intensidade no treinamento. Além disso, muito pouco tem sido discutido com relação a diferença destas respostas entre os estilos. Os objetivos do trabalho foram: a) verificar a velocidade do limiar anaeróbio (vLAn) entre os nados costas e crawl; b) verificar a correlação entre a velocidade critica (VC) e velocidade do limiar anaeróbio (vLAn) nos nados crawl e costas. Para isso, foram selecionados 12 nadadores de costas de ambos os sexos com idade entre 15 a 26 anos com idade média de 20,25 ± 3,60 anos. Os sujeitos pertenciam às categorias juvenil II a sênior. A VC foi determinada através da inclinação da reta de regressão linear e as distâncias que compõe o teste e foram realizadas em velocidade máxima durante a sessão de treinamento em estímulos de 50, 100 e 200 metros nos nados costas e crawl de forma aleatória. Posterior a realização dos tiros, as distâncias foram combinadas em quatro modelos (VC1 - 50, 100 e 200m, VC2 - 50 e 100m, VC3 - 100 e 200m e VC4 - 50 e 200m). Para a determinação da vLAn foi utilizado o teste de duas distâncias (2 x 200m) sendo realizadas no nado costas e nado crawl com velocidades correspondentes a 85% e 100% da velocidade máxima para a distância e nado. As coletas de sangue foram realizadas no período de repouso (Rep.), final do estimulo (FT), um (1'), três (3'), cinco (5'), sete (7') e nove (9') minutos pós o término do teste, o período de repouso entre estímulos foi de trinta minutos. Todos os dados foram submetidos ao teste de normalidade (Shapiro-Wilk). A análise estatística utilizada foram a média, desvio padrão, valor máximo, valor mínimo e amplitude total. Foi utilizado o teste para comparação de duas medidas repetidas (t- Student) e a análise de variância para medidas repetidas (Anova Two-Way) seguido do Post-hoc de Tuckey para localização das diferenças. Para verificar a associação entre as variáveis foi utilizado o coeficiente de correlação linear produto-momento de Pearson. O nível de significância adotado durante toda a pesquisa foi de p_0,05. Através da análise dos dados podemos observar diferença entre vLAn nos nados costas e crawl (1,26 ± 0,08 e 1,37 ± 0,07 respectivamente) como também entre a vLAn e a VC em todas as combinações de distância para ambos os nados (VC1-VC4). Os valores da VC tanto para ambos os nados tendem a superestimar a vLAn. Apesar dos dados demonstrarem diferença estatisticamente significante entre a VC e vLAn a correlação foi muito expressiva, apresentando valores de r= 0,75 a 0,92. Podemos concluir que, apesar da VC nas diferentes combinações de distância terem demonstrado valores superiores aos da vLAn este método indireto é eficaz sendo uma boa ferramenta na verificação da sensibilidade ao treinamento como também uma ferramenta na avaliação de uma grande quantidade de atletas não necessitando diretamente de procedimentos invasivos 

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000470533&opt=1

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