Determinantes Ambientais da Prática de Atividade Física no Lazer: Uma Análise Multinível

Por: Crizian Saar Gomes.

82 páginas. 2015 13/02/2015

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Resumo

As doenças crônicas não transmissíveis constituem um sério problema de saúde pública e uma ameaça para a saúde e o desenvolvimento humano. Neste contexto, a prática de atividade física destaca-se como uma estratégia de promoção da saúde e uma forma de evitar essas doenças. Além dos fatores individuais, as características do ambiente no qual as pessoas vivem podem oferecer oportunidades ou barreiras para adoção de hábitos saudáveis e estão relacionadas à prática de atividade física. O objetivo do presente estudo é estimar associações entre as características do ambiente construído e social e a prática de atividade física no lazer em população adulta. Trata-se de um estudo transversal, desenvolvido utilizando a base de dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e de Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL 2008/2010) de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foram considerados ativos no lazer os indivíduos que praticaram pelo menos 150 minutos semanais de atividade física de intensidade leve ou moderada ou pelo menos 75 minutos semanais de atividade física de intensidade vigorosa. Para caracterizar o ambiente construído e social, foram utilizados dados georreferenciados dos locais públicos e privados para a prática de atividade física, estabelecimentos de venda de alimentos saudáveis, densidade populacional, densidade residencial, taxa de homicídio e renda total da área de abrangência. A área de abrangência das unidades básicas de saúde foi utilizada como unidade de contexto. Para a análise dos dados, foi realizada regressão logística multinível. Foram avaliados 5779 adultos, sendo 58,77% do sexo feminino. Observou-se variabilidade da prática de atividade física no lazer entre as áreas de abrangência (Mediana Odds Ratio=1,30). Após ajustar pelas características individuais, maior densidade de locais privados para a prática de atividade física (OR=1,31; IC95%: 1,15 - 1,48) e a menor taxa de homicídio (OR=0,82; IC95%: 0,70-0,96) na área de abrangência aumentaram significativamente a chance de praticar atividade física no lazer. As evidências encontradas neste estudo mostram que características ambientais podem influenciar na prática de atividade física no lazer e devem ser consideradas em futuras intervenções e estratégias de promoção da saúde.

Endereço: http://hdl.handle.net/1843/ANDO-9VNNMU

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