Determinantes da Atividade Física e Estágios de Mudança de Comportamento em Adolescentes

Por: Gustavo de Sá e Souza.

2012

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Resumo

Estudos relacionados ao comportamento em relação à prática de atividades físicas vêm despertando um interesse cada vez maior nos pesquisadores, no entanto, especialmente em adolescentes ainda há uma carência bastante significativa. O objetivo deste estudo, classificado como do tipo descritivo correlacional, foi descrever a prevalência e classificar os determinantes da atividade física (barreiras e facilitadores - classificados nas dimensões pessoal, fisiológica, social, econômica, programática e ambiental), considerando os Estágios de Mudança de Comportamento (EMC), em adolescentes do ensino médio, da cidade do Recife, Pernambuco. Os sujeitos, com média de idade de 16,2+1,1 (14 a 19 anos) foram selecionados em uma amostragem por conglomerados, totalizando 2.271 estudantes (1.022 rapazes e 1.249 moças), de 29 escolas de ensino privado. Características sócio-demográficas, determinantes da atividade física (incluindo a percepção pelos filhos do nível de atividade física dos pais) e EMC foram levantados mediante aplicação de um questionário para auto-relato. As análises foram feitas usando a estatística descritiva, o teste do Qui-quadrado, a correlação de Spearman e o teste U de Mann-Whitney, (p<0,05). Os estudantes apresentaram as seguintes características: 66,3% pertenciam a classe econômica A1 e A2, 87,2% residiam na cidade do Recife. Dentre as barreiras para atividade física a dimensão prevalente foi a social, enquanto aos facilitadores prevaleceu a dimensão pessoal. A principal barreira relatada pelos jovens foi a preguiça/falta de vontade, enquanto o principal facilitador foi o gostar/ter vontade de realizar atividades físicas. Na amostra total, 61,6% dos adolescentes eram inativos ou irregularmente ativos, sendo os rapazes mais ativos que as moças. Dentre as atividades físicas preferidas, 67,0% relataram a atividade aeróbica como favorita, com a maioria (55,7%) utilizando a caminhada para chegar ao local de prática. As moças perceberam suas mães como sendo mais ativas fisicamente do que a percepção dos rapazes. Com relação aos EMC, dentre as moças, 36,9% estavam no estágio de preparação e dentre os rapazes 35,9% estavam no estágio de manutenção. Sugerem-se a criação de intervenções em escolas da região nordeste, com o intuito de incentivar a prática de atividades físicas, principalmente nas moças, que contemplem opções escolhidas pelos jovens, reformas estruturais para adequar horários/atividades, como formas eficazes de mudança de comportamento em relação às atividades físicas.

Endereço: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/86564

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