Determinantes Individuais, Interpessoais e Ambientais da Atividade Física Durante a Infância

Por: Rildo de Souza Wanderley Júnior.

112 páginas. 2018 00/00/0000

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Resumo

O objetivo do estudo foi analisar as influências dos fatores individuais, interpessoais e ambientais na atividade física (AF), durante a infância, nos domínios do lazer e dos deslocamentos. O delineamento utilizado foi o longitudinal realizado por meio de três acompanhamentos nos anos de 2010, 2012 e 2014 com crianças em idade pré-escolar (3-5 anos) na cidade do Recife-PE, Brasil. O dimensionamento amostral foi realizado considerando parâmetros para a condução de um estudo de prevalência resultando numa amostra de 1.068 crianças selecionadas por meio de amostragem por conglomerados em estágio único. Os desfechos analisados foram o padrão positivo de AF no tempo despendido em jogos e brincadeiras ao ar livre (TJB) e nos deslocamentos para escola (DE). As crianças classificadas como ativas no TJB e nos DE em dois ou mais acompanhamentos foram consideradas como padrão positivo. As análises estatísticas foram conduzidas por meio de modelos conceituais hierarquizados elaborados para cada um dos desfechos investigados considerando os níveis dos fatores e seus possíveis moderadores. O efeito dos fatores na mudança do padrão de AF foi realizado por meio de regressão logística binária considerando como categoria de referência o padrão positivo de AF. A maior proporção das crianças apresentou o padrão positivo do TJB durante a infância (80,9%; N=292), no entanto ele foi instável. O padrão positivo do apoio social dos pais (OR=2,27; IC95%=0,96-5,34; p=0,06) e a presença de espaços para brincar (OR=2,14; IC95%=1,08-4,22; p=0,03) influenciaram positivamente no TJB. No entanto, o efeito do padrão positivo do apoio social dos pais foi moderado pelo sexo, e da percepção dos pais de vizinhança segura foi moderada pelo padrão positivo da renda familiar. Ao analisar o tipo de DE, observou-se que a maior proporção das crianças demonstrou um padrão positivo durante a infância (73,6%; n=273) e este comportamento foi estável. Crianças que demonstraram um padrão positivo do excesso de peso (EP) e cujos pais nunca foram proprietário de carro (PC) tiveram mais chances de apresentarem o padrão positivo de DE (EP: OR=3,38, IC95%=1,66-6,88; PC: OR=0,09, CI95%=0,04-0,21). Assim como, as crianças que estudaram majoritariamente no período da tarde tiveram mais chances de se deslocarem ativamente para escola (OR=3,64, CI95%=1,72-7,67). O apoio social dos pais e a presença de espaços para brincar foram fatores chaves para influenciar positivamente no padrão de TJB. Por outro lado, o padrão do excesso de peso e a ausência de veículos motorizados na casa se apresentaram como os principais fatores associados ao padrão positivo de DE, entretanto essa relação foi observada para deslocamentos curtos/médios. 

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