Diagnóstico dos Clubes de Futsal da Serra Gaúcha

Por: D. K. Sandri, G. M. M. Fonseca, J. C. de Toni, J. D. de Jesus, M. do Pillar e V. Lovera.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

Na região nordeste do Rio Grande do Sul as competições municipais, chamados de campeonato citadino, ocorrem desde 1960, sendo disputadas essencialmente por clubes "amadores". O objetivo deste trabalho é analisar a estrutura dos clubes de futsal participantes destes campeonatos. Participaram da pesquisa os dirigentes dos clubes futsal inscritos campeonatos citadinos, do naipe masculino, das cidades da região nordeste do Rio Grande do Sul, componentes da Aglomeração Urbana do Nordeste do Rio Grande do Sul (AUNE), totalizando 48 respondentes. O instrumento de coleta foi um questionário composto por 12 questões fechadas. A coleta ocorreu nos locais de treinamento das equipes, após a autorização dos clubes e seus dirigentes por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A interpretação dos resultados foi feita através da estatística descritiva, através de tabelas de frequência. Os resultados apontaram que mais da metade, 51,1% dos clubes já existem a mais de 5 anos. Dos clubes participantes das competições em 2014, a maioria, 41,5%, não possui sede física. 36,6% possuem sede própria, 12,2% tem sua sede em local emprestado e 9,8% alugam o local de sua sede. Em relação ao campeonato citadino, 34,1% participaram da competição pela primeira vez e 19,5 pela segunda vez. Estes resultados mostram uma tendência de renovação dos clubes na participação da competição. Essencialmente os clubes se restringem somente a prática do futsal com 68% deles nesta situação. Daqueles que também desenvolvem outras modalidades, o futebol está presente também em 17% dos clubes avaliados. Da mesma forma, apenas 17,1% dos clubes pesquisados tem categorias de base. Com relação a comissão técnica do clube para a referida competição, 39,1% contam com preparador físico, 30,4% também com preparador de goleiros e apenas 1 clube tem fisioterapeuta. Saliente-se que treinadores e massagistas são obrigados nas competições, existindo assim em 100% dos casos. Dos treinadores, 9,8% recebem algum tipo de pagamento. Por outro lado, 100% dos clubes destacam que não pagam seus atletas. Quando questionados sobre a estrutura do clube para a prática do futsal em relação a participação na competição, 41,5% dos dirigentes responderam que são boas, 36,6% regulares, 12,2% muito boas. Apenas 9,8% dos dirigentes consideraram ruins as condições de seus clubes para a prática do futsal amador competitivo. No mesmo sentido, 39,3% tem como principal fonte de custeio do clube, os chamados recursos próprios, como promoções, rifas e até mesmo dinheiro dos dirigentes. A verba de patrocinadores é a principal fonte em 36,1% dos clubes. Apenas uma pequena parcela de 4,9% tem no quadro de associados a principal fonte de recursos. Concluímos com esses resultados que quando se trata da prática competitiva do futsal num âmbito não profissional, a questão do chamado amadorismo não se restringe apenas aos atletas. Os clubes apresentam pouca estrutura, caracterizando-se mais por ser um grupo de abnegados em torno de um "time" de futsal.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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