Diário da China II

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Blog do Cev - 2017

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    Em meu primeiro dia após a chegada à China um passeio pelo campus da Universidade do Esporte. Enorme, cheia de gente jovem, de bicicletas e de motos elétricas. Na avenida principal uma gigantesca estátua de Mao Tsé-Tung. E nosso primeiro encontro de trabalho. Eu, João Paulo Medina, Fernando e Carla. Os três primeiros representando a Universidade do Futebol e Carla do Unicef. Entre os chineses, XiePeng, o representante da Universidade do Futebol na China, um empresário jovem, ex-atleta profissional chinês que fará a intermediação com o governo. Na pauta a discussão de nossa colaboração com o governo chinês, através da formação de professores que ensinam o futebol nas escolas de todo o país. Os governantes decidiram que todas as crianças e adolescentes da China aprenderão futebol nas escolas e os professores precisam de formação para isso. A Universidade do Futebol foi procurada para colaborar com esse programa, oferecendo cursos à distância e presenciais sobre futebol educacional. O Brasil importa muitos produtos da China, entre eles roupas, brinquedos e eletrônicos. E exporta açúcar, celulose, soja e carne, para ficar em alguns dos principais produtos. Porém, agora também exporta conhecimento. O governo chinês quer saber como o Brasil conseguiu dominar o futebol por tanto tempo e que pedagogia é essa que nos ensinou tão bem. Foi a Pedagogia da Rua, dissemos, que a Universidade do Futebol estuda e sistematiza, e transforma em matéria de escola.

        Terminada a reunião saímos para nossa primeira experiência gastronômica. Sim, pois cada almoço ou jantar com os chineses transformou-se em uma verdadeira experiência gastronômica. Não que o cotidiano chinês seja assim para todas as refeições, mas eles faziam questão de mostrar, a cada refeição, um pouco da milenar cozinha chinesa, e de todas as regiões. Colocavam-nos em salas com uma enorme mesa circular que tinha, no centro, uma plataforma giratória. Primeiro chegava o chá, servido quente e em pequenos recipientes decorados. Depois chegavam as verduras, os legumes, carnes de todos os tipos, peixes decorados. E um quiabo que jamais esquecerei; crocante como um biscoito fresco. As maravilhas da cozinha chinesa alcançam o status de obras de arte com muita facilidade. 

(9/6/2017)

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