Diário da China III

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Blog do Cev - 2017

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         Nosso primeiro passeio na China, depois de dois dias de trabalho foi à noite. À noite as ruas de Beijing parecem mais bonitas que de dia, porque são muito iluminadas e o contraste entre o tradicional e o moderno é gigantesco. Gostei mais do tradicional, o vermelho predominando. Muitos dragões entre tantos símbolos que a China preserva.

          A China é, em muitos pontos, como o Brasil. Enorme, cerca de 9.500.000km quadrados. População, como todo mundo sabe, a maior do planeta. As ruas fervilham de gente de dia e de noite. Muitos carros, muitos congestionamentos e um modo muito peculiar de organizar o trânsito. Em algumas avenidas importantes cruzam-se pessoas, motos, bicicletas e automóveis. Parece que não vai dar certo, mas dá.

          Andamos por uma rua maravilhosa, de restaurantes tradicionais e lojas pequena e antigas. Eu estava interessado em chás e, de repente, deparei-me com uma pequena loja cheia de chás. Entrei e fui atendido por uma senhorinha muito sorridente. O que quer que fosse que eu perguntasse ela apenas sorria. Meu inglês não é lá essas coisas, mas dá para fazer compras e nessa primeira noite nas ruas aprendi que gestos funcionam melhor que línguas em Beijing. Ela apontou os chás e os objetos para prepará-los e fiquei fascinado. Escolhi o que pude e pedi a conta. Ela escreveu os números em um papel de embrulho e eu paguei. A senhora buscou o troco em uma lata grande, cheia de trocados. No país mais industrializado do mundo ela não usava máquina de calcular, máquina de cartões de crédito, nada.

          Foi um banho de cultura. Gente simpática, gente falando alto, gente discutindo e terminamos o passeio em um restaurante. Comemos mais um banquete enquanto malabaristas e músicos se apresentavam em um pequeno palco.

          No dia seguinte conheceríamos uma escola preparada para ensinar o futebol às crianças. Por enquanto a China me parecia melhor que as notícias que por aqui chegavam. Me apego muito aos lugares pelas pessoas que vivem neles. Dos chineses estava gostando bastante.

          Na bagagem tínhamos levado o que chamamos de futebol educacional ou pedagogia da rua, um tanto de conhecimentos reunidos em um aparato que pretendemos mostrar aos chineses. Ora, não foi por acaso que os brasileiros dominaram o futebol mundial por mais de 40 anos, de 1958 a 2002. E continuamos, apesar de tanta bagunça, tanta vigarice, a produzir craques como ninguém. O que ensinou os brasileiros? É o que pretendemos tornar pedagogia para quem tiver interesse. 

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