Diferença Entre índice de Massa Corporal e Percentual de Gordura no Diagnóstico de Sobrepeso e Obesidade de Indivíduos Não Treinados

Por: D. P. Miranda e L. F. Rocha.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

Segundo a Organização Mundial de Saúde a obesidade é considerada um problema de saúde pública. Realizar avaliações periódicas é fundamental para o seu monitoramento, sendo assim, é de extrema importância a utilização de métodos adequados de acordo com cada público, sendo que, um diagnóstico inadequado pode comprometer a caracterização e classificação dos indivíduos. O objetivo deste estudo foi analisar a diferença entre índice de massa corporal e percentual de gordura no diagnóstico de sobrepeso e obesidade de indivíduos não treinados. Foram avaliados 25 indivíduos não treinados, sendo 14 homens de 17 a 47 anos (28,64 ± 10,86 anos), e 11 mulheres de 18 a 46 anos (29,73 ± 9,75 anos), o percentual de gordura (%G), foi avaliado por meio do protocolo de dobras cutâneas proposto por Jackson e Pollock, (1985), para diagnóstico de sobrepeso e obesidade utilizando o %G foi considerada a tabela de classificação proposta por Pollock & Wilmore, (1993), sendo que, indivíduos que enquadravam-se na classificação Abaixo da Média foram considerados com sobrepeso e os que enquadravam-se na classificação Ruim considerados com obesidade, para o cálculo do índice de massa corporal (IMC), foi utilizado a equação Peso/Altura², indivíduos com IMC entre 25,0 kg/m² e 29,9 kg/ m² foram considerados com sobrepeso e IMC entre 30,0 kg/m² e 34,9 kg/m² foram considerados com obesidade. Utilizando o %G foram diagnosticados 6 indivíduos com sobrepeso, enquanto o IMC diagnosticou 7 indivíduos, o oposto foi observado em relação a obesidade, sendo que, com o %G foram diagnosticados 12 Indivíduos, enquanto o IMC apontou apenas 4 indivíduos, entre os homens, o %G diagnosticou 4 com sobrepeso e 6 com obesidade, enquanto o IMC apontou 3 com sobrepeso e 2 com obesidade , entre as mulheres foram diagnosticadas 2 com sobrepeso e 6 com obesidade utilizando o %G, enquanto o IMC diagnosticou 4 com sobrepeso e apenas 2 com obesidade. Conclui-se que, o método IMC não é recomendado para diagnostico individual de obesidade em indivíduos não treinados, pois este método parece subestimar o nível de obesidade, fator que compromete a caracterização e classificação dos indivíduos.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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