Dimorfismo Sexual nas Respostas da Pressão Arterial e Frequência Cardíaca Após 16 Semanas de Treinamento com Pesos

Por: e Sergio de Sousa.

56 páginas. 2014 00/00/0000

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Resumo

O Dimorfismo sexual tem sido encontrado em variáveis do sistema cardiovascular, pois homens e mulheres tem apontado diferenças em índices como frequência cardiáca (FC) e pressão arterial (PA), sendo que em alguns casos estes resultados tem sido observados após a aplicação de algumas modalidades de exercícios, como por exemplo o aeróbico e o treinamento com pesos (TP). Todavia, o impacto do TP na PA e na FC ainda é alvo de esclarecimentos e quando o dimorfismo sexual é acrescentado a este tema, os resultados são ainda mais controversos. Assim o objetivo do estudo foi verificar o Dimorfismo sexual nas respostas da PA e da FC após um período de 16 semanas de TP. Para isso, foram selecionados indivíduos de ambos os sexos, os quais foram separados em 2 grupos, sendo o 1° grupo constituído por 22 homens (22,6 ± 4,4 anos; 67,0 ± 9 kg; 174,4 ± 0,0 cm; 21,9 ± 2,2 kg/m2) e o 2° por 24 mulheres (23,0 ± 4,4 anos; 57,6 ± 11,1 kg; 163,4 ± 6,9 cm; 21,6 ± 3,3 kg/m2). Os participantes foram submetidos a 16 semanas de TP com uma frequência de três sessões semanais em dias alternados. Os hábitos alimentares foram monitorados pela aplicação de registros alimentares de três dias. A FC foi avaliada por meio de frequencímetros da marca Polar S810. A PA foi analisada por aparelho oscilométrico da marca Omron HEM 742. Com os valores de PA e FC foi feito o cálculo do Duplo Produto (DP), o qual foi obtido pelo resultado da PAS pela FC (PAS x FC). Para análise dos dados foi empregada a ANOVA para medidas repetidas (2 x 3), seguida do teste post hoc de Tukey, para comparação entre os gêneros (masculino e feminino) nos diferentes momentos do estudo, antes do início (M1), após oito semanas (M2) e após o término das 16 semanas de treinamento (M3). Os resultados não apontaram Dimorfismo sexual nas respostas da PA e FC após 16 semanas de TP. Entretanto, o programa de TP proposto, foi capaz de diminuir a FC (P < 0,01) e o duplo-produto (P < 0,05), porém sem diferenças entre os indivíduos de ambos os grupos. Desse modo, conclui-se que 16 semanas de TP não foram eficazes para encontrar o Dimorfismo sexual nas respostas da PA e FC, porém foi observada uma redução nos valores de FC e DP, o que caracterizou que homens e mulheres responderam de forma similar ao treinamento. 

Endereço: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000197909

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