Discussão de Caso: Estudo Descritivo do Processo e da Participação de Profissionais Atuantes em Instituição Para Deficientes Mentais

Por: Maria Cecília Denipoti de Andrade.

172 páginas. 1986

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Resumo

O presente trabalho originou-se a partir da constatação da existência de várias situações problemáticas com as quais se deparavam profissionais que atuavam numa instituição para deficientes mentais. Teve como objetivo, descrever um processo de discussão de caso em grupo, concebendo-se a situação como típica de solução de problema e procurando-se identificar os diferentes tipos de participação dos atores sociais. Participaram dessa pesquisa, profissionais que atuavam na referida instituição. Os dados foram coletados em oito reuniões, nas quais se discutiam casos de indivíduos atendidos no local; as reuniões eram gravadas e posteriormente transcritas para análise do conteúdo dos relatos verbais ocorridos nas mesmas. Identificou-se, nos relatos verbais dos participantes, as seguintes classes de relatos: A) Referências a fatos e/ou situações que caracterizam o caso em discussão; B) Referências a aspectos problemáticos relativos ao caso em discussão; C) Referências a procedimentos a serem realizados para caracterização do caso em discussão; D) Referências a formas de intervenção para o caso; e E) Referências à atividade de discussão de caso. Os resultados foram descritos, buscando-se caracterizar a qualidade das discussões e os diferentes tipos de participação. Verificou-se que, nos casos discutidos, ocorreram todas as classes de relatos identificadas, sem qualquer tendência a mudanças na qualidade das discussões de uma reunião para outra. Analisando-se as características das participações de cada profissional nas discussões, foi possível descrever fundamentalmente três tipos de versões que detinham sobre a situação problemática que discutiam: 1) O caso era considerado como um problema a ser explicado e resolvido (através do esforço individual do profissional e/ou do trabalho em equipe); 2) O caso se configurava como um problema cujos responsáveis deveriam ser identificados; e 3) O caso não se configurava como um problema (porque já estava esclarecido ou porque, ao ser caracterizado, não era configurado como problema). Pode-se identificar também, dois tipos de papel que desempenharam, a saber, o de selecionador e o de organizador de informações relatadas. No primeiro, o participante recortava fatos e/ou situações que, segundo sua visão, eram importantes para se caracterizar o fato. No segundo, buscava-se o estabelecimento de relações entre os conteúdos relatados. Ao se descrever, desse modo, o processo de discussão de caso em grupo, bem como os tipos de participação dos atores sociais, nas reuniões, foi possível conhecer o significado que as informações coletadas sobre o indivíduo atendido na instituição tinham para os profissionais que participaram do trabalho.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=2042&listaDetalhes%5B%5D=2042&processar=Processar

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