Disfunção Metaborreflexa Muscular Ao Exercício Físico em Pacientes com Cirrose Hepática

Por: Maria Fernanda Almeida Falci.

163 páginas. 2017 20/11/2017

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Resumo

Introdução: Estudos demonstram uma importante alteração hemodinâmica em indivíduos cirróticos, que está relacionada com a severidade da doença hepática. Fato que incita o interesse em conhecer o comportamento dessas variáveis durante situação de estímulo fisiológico como o exercício físico. Objetivo: Avaliar o metaborreflexo muscular de indivíduos cirróticos em resposta ao exercício físico. Métodos: Foram avaliados 15 indivíduos cirróticos (CH), classificados quanto a severidade em Child-Pugh A, B e C e 15 controles saudáveis (CS) de ambos os sexos, pareados por idade (51±13 vs. 42±14 anos, p=0,09, respectivamente). A força de contração voluntária máxima (CVM) foi calculada pela média aritmética de três tentativas no dinamômetro de preensão de mão (JAMAR). A pressão arterial medida minuto a minuto (método oscilométrico - DIXTAL2023), e o fluxo sanguíneo muscular do antebraço (pletismografia de oclusão venosa - Hokanson) foram registradas simultaneamente durante 3 minutos basais seguidos de 3 minutos de exercício físico isométrico realizado a 30% da CVM. A vasodilatação muscular do antebraço foi calculada pela divisão do fluxo sanguíneo muscular pela pressão arterial média. Para análise da contribuição metaborreflexa nesse comportamento hemodinâmico, o manguito posicionado no braço dominante do voluntário foi insuflado a pressão supra sistólica por 2 minutos consecutivos seguidos. A sensibilidade metaborreflexa foi calculada pelo delta absoluto entre o 1º e 2º minuto de oclusão circulatória pós exercício no braço dominante e a média do registro basal. Foi adotado como significativo p≤0,05. Resultados: Existiam 9 pacientes Child-Pugh A, 4 pacientes Child-Pugh B e 2 pacientes Child-Pugh C. Em repouso ambos grupos apresentavam níveis semelhantes das variáveis hemodinâmicas Pressão Arterial Sistólica (PAS) Pressão Arterial Diastólica (PAD), Pressão Arterial Média (PAM), e Frequência Cardíaca (FC), Fluxo Sanguíneo (FS) e Condutância (Cd) (p=0,4, p=0,6, P=0,4, p=0,11, p=0,15 e p=0,12 respectivamente). Durante o exercício físico, no entanto o grupo CH apresentou importante prejuízo na resposta pressórica. A PAM foi significativamente menor no delta absoluto do segundo minuto (efeito interação p=0,01). Além disso, as variáveis PAS, PAD e PAM apresentaram um delta absoluto do minuto 3 significativamente inferior no grupo CH (efeito interação p=0,05, p=0,01, p=0,01, respectivamente). Tal comportamento pode ser explicado, pelo comprometimento do metaborreflexo muscular do Grupo CH para as variáveis PAS, PAD e PAM no delta do primeiro minuto da oclusão (p=0,02, p=0,03 e p<0,00, respectivamente) e também no delta do segundo minuto da oclusão (p<0,00, p<0,00 e p=0.04). Por fim, ambos grupos apresentaram comportamento fisiológico normal das variáveis FC, FS e Cd durante os 3 minutos de exercício físico. Conclusão: Indivíduos Cirróticos apresentam importante prejuízo na regulação da pressão arterial durante o exercício físico que pode ser explicado, pelo menos em parte, por uma resposta metaborreflexa muscular deprimida.

Endereço: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/6129

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