Dismorfia Muscular em Praticantes de Musculação

Por: Deninson Nunes Ferenci e Jéssica de Lima Bobrzyk.

XX Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte e VII CONICE - CONBRACE

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Resumo

INTRODUÇÃO
A temática da imagem corporal vem sendo bastante difundida no meio científico, pois vem se mostrando de extrema relevância na determinação dos fatores que levam sujeitos à prática excessiva de exercício físico, cuidados exagerados na alimentação e no sono, e estilos de vida que excedem o que se compreende como uma vida saudável. O presente estudo trata-se de uma pesquisa do tipo quantitativa. Como objetivo primário se analisou possibilidade da presença de dismorfia muscular em praticantes de musculação em uma academia de Porto Alegre, e sua relação como o uso de anabolizantes pelos participantes. 

O CORPO NA SOCIEDADE MODERNA
Culturalmente a beleza é um fenômeno muito importante. Um exemplo que confirma esse fato é o de que o corpo humano foi o primeiro objeto das artes plásticas e da pintura (SHILDER, 1999). A cultura moderna remete o corpo como objeto de prazer narcísico, nos trazendo um modelo de corpo como ideal de beleza (THOMPSON, 2002). É difícil estabelecer padrões de beleza quando ultrapassamos as fronteiras da nossa cultura, pois o padrão de beleza muda em determinadas regiões do país (SHILDER 1999). Porém o belo está presente em qualquer sociedade e a busca por estar dentro deste ideal é a necessidade de ser aceito (THOMPSON, 2002).

METODOLOGIA
O seguinte estudo se caracteriza por uma metodologia quantitativa classificada como um estudo transversal de caráter descritivo, onde através de questionários foi possível compreender sobre a presença de vigorexia em praticantes de musculação. A população do estudo foi constituída por 60 praticantes de musculação de academias na cidade de Porto Alegre. 

ANÁLISE DAS INFORMAÇÕES
Os primeiros resultados fazem referência ao número e porcentagem de pessoas que responderam sim ou não para cada determinada questão. Com isso chama-se atenção para o número elevado de pessoas que responderam sim para a questão correspondente ao uso de anabolizantes que leva uma pontuação alta e de acordo com Rodrigues (2008) demonstra uma atitude extremamente vigoréxica, também vale ressaltar o número alto de pessoas que fazem dieta (n=35) e se sentem culpados quando não vão à academia (n=39). 
Estes resultados vão ao encontro do que trazem os autores Domingues e Marins (2007) quando revelam que o uso de anabolizantes é realizado por uma parcela dos praticantes de musculação com a intenção de adquirir corpos perfeitos e resultados melhores no desempenho. O uso não somente dos esteroides anabolizantes, mas também dos suplementos alimentares é feito na maioria das vezes de forma abusiva esperando resultados rápidos. A pesquisa constatou que 56% dos pesquisados utilizam ou já utilizaram esteroides anabolizantes. De acordo com (CHAVEZ, 2009) o uso destas substâncias está se tornando parte do cotidiano de muitos praticantes de musculação e um dos motivos para o uso exacerbado dessa substancia é o transtorno da vigorexia. 

CONCLUSÕES
Com o estudo realizado, foi possível identificar que dos 60 participantes, 44,4% apresentaram fortes indícios de vigorexia, com isso podemos concluir que este transtorno está presente em uma boa parte dos praticantes de musculação desta pesquisa e que há uma relação entre o transtorno e o uso de anabolizantes. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
THOMPSON, R. Imagem e esquema corporal: uma visão transdisciplinar. São Paulo: Lovise, 2002.
SCHILDER, P. A imagem do corpo: as energias construtivas da psique. São Paulo: Martins 
Fontes, 1999.
CHAVEZ,S. F. No labirinto dos espelhos: o corpo e os esteróides anabolizantes. Rio De Janeiro, 2009.
DOMINGUES, S. F.; MARINS, J. C. B. Utilização de recursos ergogênicos e suplementos alimentares por praticantes de musculação em Belo Horizonte – MG. Fit. Perf. J., Rio de Janeiro, v. 6, n. 4, p. 218-226, jul./ago. 2007.

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