Dor no Ombro e Sua Relação com a Coluna Cervical

Por: Milene Eloise Callegari Ferreira.

2019 18/02/2019

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Resumo

O primeiro artigo teve como objetivos verificar se o exercício de direção preferencial da coluna cervical promove mudança imediata na atividade e na sequência de ativação dos músculos do ombro e cintura escapular em pacientes com dor no ombro e verificar se existe diferença no padrão de atividade muscular e na sequência de ativação destes músculos entre pacientes com queixa de dor com e sem diagnóstico de exames complementares de disfunção no ombro. Foram selecionados 14 indivíduos, que foram separados em dois grupos: grupo com dor e com diagnóstico complementar de disfunção do ombro e grupo com dor e sem diagnóstico complementar de disfunção do ombro, os grupos realizaram avaliação inicial, foi identificado o exercício de direção preferencial, após descanso realizaram uma série de 10 repetições do exercício e, em seguida, nova reavaliação eletromiográfica. O segundo artigo teve como objetivos verificar se o exercício de direção preferencial na coluna cervical promove redução da atividade muscular e atraso na ativação do músculo trapézio superior após uma semana e um mês de intervenção em indivíduos com dor no ombro, verificar o tamanho do efeito na atividade dos músculos após o exercício de direção preferencial na coluna cervical e se o mesmo diminui a intensidade da dor, incapacidade funcional, medo ao movimento e sensibilização central através de questionários de avaliação. Foram selecionados 9 indivíduos com queixa de dor no ombro a mais de uma semana que realizaram os exercícios cervicais diariamente, 4 séries de 10 repetições distribuídas ao longo do dia e foram reavaliados após uma semana e após um mês. Em ambos os artigos foi utilizada a eletromiografia para avaliação dos músculos deltoide anterior, deltoide médio, trapézio superior e trapézio médio, foram realizadas coletas no movimento ativo e isometria na abdução do ombro até 80° no plano escapular e também a contração isométrica voluntária máxima (CIVM) de cada músculo para normalizar a atividade. Para o primeiro artigo concluímos que não houve mudança imediata na atividade dos músculos deltoide fibras anteriores e médias e trapézio fibras superiores e médias e na sequência de ativação muscular dos pacientes com dor no ombro deste estudo. E não foi encontrada diferença na atividade muscular e na sequência de ativação destes músculos entre os grupos com e sem diagnóstico por exames complementares de disfunção no ombro. Para o segundo artigo concluímos que o exercício de direção preferencial para coluna cervical promoveu redução significativa da atividade muscular do músculo trapézio superior, mas não interferiu no tempo da sua ativação após um mês de intervenção em uma amostra de indivíduos com dor crônica no ombro. E o exercício de direção preferencial para coluna cervical promoveu tamanho do efeito muito grande para o músculo trapézio superior e efeito médio para o músculo deltoide anterior, ambos entre uma semana e um mês de exercícios, e também, diminuiu a intensidade da dor, da incapacidade do ombro e da sensibilização central em indivíduos com dor no ombro.

Citação: FERREIRA, Milene Eloise Callegari. Dor no ombro e sua relação com a coluna cervical. 2019. 59f . Dissertação (Mestrado em Educação Física) - Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, 2019 .

Endereço: http://bdtd.uftm.edu.br/handle/tede/844

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