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Resumo

Aparentemente os ventos que hoje sopram no cenário internacional não são determinados pela mudança. É como se eles fossem mais do mesmo. Todavia, se eles não são directamente portadores de mudança, trazem no seu bojo razões de sobra para que se proceda a alterações e transformações. Com efeito as mudanças tanto são insufladas pela evolução da conjuntura como pela necessidade de reagir à manutenção das circunstâncias. Quando olhamos para o Mundo e para os acontecimentos mais importantes que nele ocorrem, por exemplo, a reeleição do Presidente dos EUA e a eleição do novo Papa, fica-se com a sensação de que pouco ou nada mudou, de que a continuidade é a marca deste tempo. Mas não é bem assim; as reacções a este aparente imobilismo não se fazem esperar. Igualmente quando as coisas estão bem, seja com pessoas, seja com instituições ou com projectos, acontece uma situação em tudo similar. Para que o bem-estar se prolongue e consolide, urge inovar e avançar com decisões e medidas susceptíveis de alargarem as perspectivas e horizontes. Mudar é uma exigência imposta pelas leis da vida. É precisamente neste conceito que a RPCD bebe as referências da sua orientação. Os curtos anos da sua existência foram assinalados por um crescente reconhecimento dentro e fora de portas. De resto ao dizer-se portuguesa ela não se atém ao País, mas quer sobretudo enfatizar a sua ligação ao espaço geográfico e cultural balizado pelo idioma em causa. Para que a RPCD possa corresponder à aceitação que tem merecido junto da comunidade das Ciências do Desporto e das entidades e instâncias de financiamento e acreditação nacionais e internacionais, é chegada a hora de proceder a algumas mudanças. Delas se espera um impulso renovador da missão que preside à publicação. A primeira mudança é a do aumento dos números de publicação anual, que passam já no presente ano de dois para três. Com isto queremos melhorar as possibilidades de satisfação do legítimo interesse de muitos investigadores que pretendem ver os seus estudos publicados nesta revista e dentro de um horizonte temporal razoável. A procura tem aumentado constantemente, sem que haja qualquer tendência de abaixamento da qualidade dos trabalhos apresentados. É, pois, justo que se melhore a oferta de oportunidades de publicação. Uma segunda mudança coloca restrições à publicação de trabalhos de revisão bibliográfica. Esses trabalhos somente serão aceites, se tiverem sido elaborados a convite da RPCD. A restrição é ditada pelo elevado número de estudos submetidos a apreciação, bem como pela necessidade de preservar a vocação e identidade da revista como um espaço de publicação preferencial de trabalhos originais. Ademais, se tudo continuasse como até agora, o tempo de espera para publicação tenderia a alargar-se, com manifesto prejuízo para os autores. Do mesmo modo a revista passará a estar aberta à publicação de ensaios, igualmente se forem por si encomendados. As normas de publicação passam a conter indicações respeitantes a estes casos. A terceira mudança ocorre nos órgãos editoriais e de consultoria, quer na sua designação, quer na respectiva composição. Procura-se assim uma configuração conforme aos padrões internacionais. Acresce que os números já editados pela RPCD, com excepção dos números correspondentes aos dois últimos anos, passam a estar disponíveis gratuitamente no portal de que ela dispõe na internet. Desde o seu começo a revista nunca perseguiu intuitos comerciais; pelo contrário, sempre se pautou pelos ideais de divulgação, de partilha e solidariedade. Ora há instituições e pessoas para as quais a medida adoptada pode ser de grande utilidade, razão bastante para a tomar. Em suma, os tempos são de mudança. Para a RPCD, para todos e cada um de nós. Com a finalidade de assim conservarmos, inovarmos e prolongarmos os princípios, sonhos e ideais que nos movem.

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